Quarta-feira, Maio 31, 2006

Agora


Agora,
Que faço serão, no trabalho,
Estou sozinha.
Sem ninguém à minha volta que atrapalhe
O fluir dos meus pensamentos.
E sinto-me tão bem, hoje!
Mesmo aqui, neste lugar
Onde estou, em frente a uma janela
gradeada.
Mas hoje,
Não há grades que me impeçam
De "fugir" dentro de mim.
E de usufruir deste sorriso interno,
Que hoje foi alimentado,
Por um sentimento vivo de conquista.
Que felicidade tão pura!
Que bom seria, se todos os dias fossem assim!
Puros, intensos, pacificadores.
Hoje,
Tenho o coração acelerado,
Mas não por um qualquer sentimento mau!
Não! Hoje, sinto-me viva,
Como nunca me senti na vida!
Hoje sinto o verde fresco da juventude
Bem vivo, dentro de mim!
Tento controlar todos estes sentimentos
Que querem fugir,
Deste corpo de quatro paredes.
Então, hoje,
Limitei-me a rodopiar
De olhos fechados,
E de sorriso aberto.
Alegrei a alma,
E consegui saltar esta janela!
Finalmente, CONSEGUI !

Momento

Hoje,
Lancei mais uma pedra
No caminho da Felicidade.
Hoje,
Não sinto o chão,
Debaixo dos meus pés.
Hoje, não há ninguém
Que me arranque
O sorriso da cara.
Hoje estou FELIZ.
Hoje,
Sinto uma felicidade
Nunca antes sentida.
Hoje,
Apetece-me
Subir às estrelas
E mergulhar
Neste céu,
Hoje,
Ainda mais bonito,
Ainda mais azul,
Ainda mais perfeito.
Hoje,
Mais uma pedrinha,
No caminho
Da minha felicidade.

Quero partilhar
Com todos vocês
Este momento.

Um beijo a todos(as).

PCat

Terça-feira, Maio 30, 2006

Hoje…


Espero que o Sol
Que sinto lá fora,
Para lá da prisão do trabalho,
Me dê um pouco mais de alento,
Porque os tempos estão difíceis.
E apesar da fase de felicidade
Em que me encontro,
Não deixo de sentir algumas
Nuvens negras, a pairar
Sobre mim e sobre outros.
Não deixo de sentir
Um negrume no coração.
Por isso, hoje,
Pretendo transpor
A minha alma
Para lá destas portas,
E destas grades.
Hoje,
Desejo muito sorrir.
Hoje,
Desejo muito
Sentir o calor de um sorriso.

Sexta-feira, Maio 26, 2006

À espera de ti....


Aqui está o resultado de uma brincadeira, entre dois amigos...
Um beijo para ele.

À espera de ti....
Aqui permaneço,
Sentada nesta pedra,
Onde fito o olhar
No horizonte,
À procura dessa linha ténue
Que une o Mar e o Céu
Num beijo diário,
Feito de silêncios
Ininterruptos...

Porque tu...
És como essa infinita linha
Onde me pendo,
De olhos fechados,
E balanço o coração.
Por isso, pendo o olhar,
No horizonte,
À procura
De um sinal teu,
Talvez...

E eu...
Permaneço
De olhar fixo e atento,
À espera, quem sabe,
Que voltes,
Com a Estrela da Manhã,
A este céu
E a este Mar,
Que nos pertence por inteiro,
E cujo beijo
Deixou de ser sentido,
Desde que perdi o teu olhar.

Quinta-feira, Maio 25, 2006

Nesta Janela...

Nesta Janela,
Observo o Mundo lá fora.
E encostando a minha cara
Contra o vidro,
Consigo sentir
O pulsar da vida,
Do lado de lá,
À medida que as gotas
Da chuva que cai
Deslizam,
Nesta Janela,
Fechada sobre mim mesma.
Nesta janela,
Permanecem embaciados,
Todos os sonhos,
Todas as vontades,
De saltar lá para fora
E sentir, no corpo
O deslize da chuva,
Suave como um sorriso
Perpétuo como um beijo.
É isso mesmo!
Desejo beijar a chuva
E da erva que cresce, selvagem,
Fazer uma cama,
E nela rolar, rolar
Até me cansar.
E espero que o Sol
Me aqueça o coração,
E que o azul cegante do Céu
Me transporte de vez
Para o Mundo,
Lá fora,
Para lá desta janela,
Onde cristalizo
Os meus sonhos.



Para a nova Flor, deste Jardim.

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Existem momentos…

Existem momentos na vida em que por mais que queiramos ver e tocar a luz, lá em cima, não conseguimos. Porque elas não deixam. Por serem tantas e tão densas formam uma barreira intransponível, que vai crescendo em forma de torre e que apenas nos deixa vislumbrar, cá de baixo, o maravilhoso céu azul, as nuvens de algodão, tão alvas, tão bonitas, e por vezes, só por vezes, isto nos basta para nos arrancar um sorriso, mas isso não basta.

Aquele eterno cinzento, feio, denso, que gira à nossa volta, que nos amedronta e assusta, alimenta-se dos nossos medos, das nossas angústias e fica forte!

E a nossa força dilui-se à medida que as sombras giram, feito tornado do mal.
E nós acabamos aninhados, à espera de uma trégua, ou à espera que um dia a nossa alma tenha a força necessária, para trepar por essa torre acima e colocar a uma bandeira vitoriosa, feita de luz, de sorrisos e de conquistas.

E só aí, poderemos desfrutar do infinito do céu, e das nuvens fazer um castelo, e das estrelas o nosso alimento e respirar fundo até a nossa alma ganhar asas e voar vida fora.

Terça-feira, Maio 23, 2006

Palco


Quando mais nada importa
O que nos resta?
O que podemos procurar,
Quando em nós,
Não vemos a ponta do fio.
Então,
Decidimos procurar nos outros,
Algo que nos prenda,
Que nos enlace um pouco mais
De esperança,
De motivações,
De alegrias.
Porque a vida é boa
Apenas assim.
Se tivermos um argumento
Bem escrito,
E um papel principal
A desempenhar.
Caso contrário,
Apenas nos tornamos
Espectadores
De nós mesmos,
Num palco que é nosso
Mas decerto desconhecido.
E no final da peça,
Apenas nós,
Podemos contar
Com aplausos solitários
E um desfecho sem eco.

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Gosto (2)

Gosto de pairar
O meu pensamento,
Sobre outros horizontes.
Gosto dos passeios
Por entre os sorrisos trocados.
Gosto de vaguear
Nas minhas próprias sombras.
Gosto de autenticidade dos sorrisos límpidos.
Gostos de olhares tranquilos,
De quem não tem nada a temer.
Gosto de vencer os medos.
Gosto de qualquer vitória,
Seja ela qual for.
Gosto do azul do céu
E do branco das nuvens.
Gosto da liberdade dos pássaros
Que voam à toa, parece.
No entanto, sabem bem
Qual o seu rumo.
Gosto do verde da Natureza
E do cheiro a terra molhada,
Em dias quentes de Verão.
Gosto da praia,
Na doce melancolia do Inverno.
Gosto de sentir
O frio da areia nos pés
E na cara, os salpicos do mar.
Gosto de saborear palavras doces
E de sentir o coração quente.
Gosto de sorrir.
Gosto de chorar de alegria.
Gosto de companhia.
Gosto de ti.

Terça-feira, Maio 16, 2006

Ao meu Amor

Hoje,
Escrevo
E grito ao Mundo,
O meu amor incondicional por ti.
Tatuei definitivamente
Na alma,
Os beijos trocados,
As palavras pronunciadas,
O toque dos arrepios,
Os olhares secretos,
E os sorrisos malandros.
Quero gritar ao Mundo,
Que fazes a minha felicidade,
Que és uma parte vital em mim.
Que me pertences, e que eu te pertenço
Em toda a plenitude.
Que juntos decidimos unir pontos e pontes
De afectos e desejos,
Que juntos iniciamos alicerces
Para uma vida conjunta.
Quero sempre sentir as tuas mãos,
Entrelaçadas nas minhas mãos,
Com o calor de sempre.
E hoje estou muito melhor
E tu também,
Porque decidimos substituir defeitos
Em pontos a nosso favor.
E vamos vencer.
Porque te amo, como nunca amei ninguém,
E esse sublime sentimento,
É da tua responsabilidade.
Porque transporto no peito
O calor da reciprocidade,
Do desejo,
E da cumplicidade
Do teu Amor.
Do nosso Amor.

Quinta-feira, Maio 11, 2006

Demónios de Fogo

Há Demónios que entram
Na nossa vida,
Enfeitiçam-nos, prendem-nos,
E traçam-nos um caminho
Que não é nosso.
Não o escolhemos,
E noutras circunstâncias,
Nunca o aceitaríamos.
Mas porque os Demónios
Têm esse poder,
Arrastam-nos pela vontade
E pelo desejo,
De ver e sentir
Algo que nunca conhecera-mos.
Demónios de Fogo,
Que nos queimam a pele
Com palavras macias
E cheias de nada.
Palavras ocas,
Sem significado,
Mas que para nós
Tanto nos dizem,
Tanto nos fazem sonhar.
E os nossos ouvidos,
Apenas ouvem a melodia
Por trás de tudo isso.
Embalamos o coração,
Ao som dessa música infernal,
Que celestial nos parece,
Que nos prende, nos amarra,
E nos engana,
Sem nos sentirmos enganados.
Dançamos a um ritmo louco,
Essa Valsa do Inferno,
Até que por fim,
Quebramos o feitiço,
E despertamos para a vida.

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Amizade

Na amizade, esta imensa troca de afectos, nada mais se espera que não seja um ombro para chorar, uns olhos compreensivos que nos conhecem bem, uma alma atenta para nos ouvir, um coração de porta aberta, sempre que quisermos entrar e uma atenção sem limites.
Porque a amizade é algo que não se consegue explicar por palavras, mas que se sente, não se sabe muito bem como se sente, mas ela está ela com a sua presença indescritível e tão saborosa.
Mesmo sozinhos, sentimo-nos acompanhados, mesmo quando choramos, não choramos sozinhos, porque ela está lá, materializada em almas que se compatibilizam com a nossa, em rejúbilos celestiais. Há sempre uma palavra mágica que conjugado com um outro sorriso mágico, nos trazem, perante a realidade, um rasgo de luz. E o panorama, afinal, já não nos parece tão mau!
A simples partilha de uma boa noticia, a simples partilha de um café, um simples telefonema, uma simples mensagem, é tão especial, que o nosso coração alegra-se só por isso. Que maravilhosa harmonia de almas! Que bela simplicidade esta, que toda a gente pode e deve cultivar. Basta querer!
Há dinheiro que pague todos estes sentimentos?
Pois, não há e nunca poderá haver.
Porque na amizade, só se trocam afectos e sorrisos e palavras e abraços.
Eu, sinto-me feliz, por isso mesmo, por sentir este calor e esta cumplicidade dentro do peito, mas sobretudo por ter encontrado almas dispostas a partilhá-lo comigo todos os dias.
Obrigada, Luci.
Obrigada, Lu.
Obrigada, Betty.

Todos vocês, e de maneiras tão diferentes, brilham na minha vida, rasgando-a com a luz da vossa amizade.

Last, but not least, OBRIGADA, SUNSHINE, por seres o mais recente Rasgo de Luz, na minha Vida.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

Alma Livre

Hoje,
Deixei a minha alma,
Cansada da viagem,
Em cima de uma ramada bem alta.
Deixei-a em repouso,
Numa tarde de Sol quente,
E com ventos de desejos ardentes,
Porque a jornada é grande.

E aliando a vontade da caminhada
E a ânsia de chegar ao destino,
Prefiro assim. Deixá-la repousar.
Apartei-a do corpo pesado,
E deixei-o à deriva.

Sem regras, sem limites.
Selvagem, feito um touro bravo.
Despi-o dos valores,
Despi-o de razões.
Todo ele é apenas sensações.

Já a minha alma, respira fundo
De alivio, por apenas alguns minutos,
Ver-se livre de tão pesado fardo,
De ter que dar uma existência,
Uma orientação, uma luz,
A um corpo que não quer ser mandado.

Terça-feira, Maio 02, 2006

Este Silêncio

Este silêncio interrompe o som à nossa volta.
Ás vezes é bom, mas também por vezes, não gostamos de o ouvir, porque esse silêncio tem uma voz que te sussurra bem dentro do ouvido e da mente.
Nunca ouviste essa vozinha que vem lá de longe, de algures que não conseguimos atingir fisicamente?
Sabes de onde ela vem? Da razão? Do coração? É a revelação do pensamento que julgamos não ser nosso, mas de um outro alguém, desconhecido?
E quando ela decide manifestar-se, tu não podes fugir.
Ela possui-te todo o ser e fala à medida que o teu coração bate, e quanto mais rápido bate mais rápido ela fala. E quanto mais a queres calar, mais ela grita.
Vozinha maldita, esta, que nos faz pensar no que não queremos, que nos faz lembrar o que queremos esquecer e que decididamente veio para ficar connosco.
Ambas coexistimos numa relação de Amor Ódio. Tentamos pacificar os diálogos e juntas lá tentamos dissecar dúvidas e problemas. Algumas com sucesso, outras apenas tentativas e outras sem sucesso algum.
Às vezes ela ganha, outras vezes eu ganho.
Às vezes ela aconselha-me e eu ouço-a com atenção. Outras vezes nem a deixo falar e depois arrependo-me.
Às vezes entramos em contradição e não há maneira de chegarmos a um acordo.
Esta vozinha, sem sexo e sem tom, deita-se comigo e as duas falamos num diálogo de silêncios mudos, até o cansaço vencer. Adormecemos com conversas a meio, e muitas vezes, para sempre inacabadas.
Esta vozinha, veio para ficar.
E se tentares encontrar pontos de harmonia com ela, pode vir a ser uma óptima aliada, e quem sabe, uma boa e eterna amiga…
Basta quereres.