Personalidade
A nossa personalidade deve ser indevassável, mesmo por nós próprios: daí o nosso dever de sonharmos sempre, e incluirmo-nos nos nossos sonhos, para que nos não seja possível ter opiniões a nosso respeito.
E especialmente devemos evitar a invasão da nossa personalidade pelos outros.
Todo o interesse alheio por nós é uma indelicadez ímpar. O que desloca a vulgar saudação - como está? - de ser uma indesculpável grosseria é o ser ela em geral absolutamente oca e insincera.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Amigo, cá te espero!
Amigo,
Cá te espero,
Tal como o dia que nasce, aguarda os raios de Sol,
E o fim de tarde, anseia por um crepúsculo.
Cá te espero,
De braços estendidos e coração aberto.
Ansiosa por novidades,
Mas sobretudo pelo sorriso,
E pela companhia que fazes,
Através do universo perfumado das palavras.
Cá te espero,
Juntamente com o calor da tua amizade
Que fizeste questão em não deixar arrefecer,
Através de sinais e mensagens
Que guardo com todo o carinho,
Nesta caixinha chamada Coração.
Coisas simples e preciosas,
Tão fáceis de dar, e tão boas de receber.
E tão poucos o sabem fazer como tu…
Que apenas esperas, como retribuição,
Um sorriso sincero e boas palavras.
Assim, cá te espero, Amigo!
Espero que venhas com a rapidez do Vento
E com o silêncio da Madrugada,
E aguardo ar renovado,
Com o teu regresso.
Cá te espero.
Bom regresso!
A minha Cidade
Sempre pensei que não deve haver ninguém que goste mais desta cidade do que eu. No limite, deve gostar tanto dela como eu.
Simplesmente amo-a e tenho-a entranhada na pele.
Sou tripeira de gema, natural de Massarelos, e orgulhosamente digo que sou do Porto.
Não gostava de ter nascido em mais nenhuma Cidade.
O Porto é a minha terra e mesmo para alguém como eu, que não conhece nada do mundo, é a Cidade do meu coração e por isso mesmo, só pode ser a mais bonita, a mais rica, a mais em tudo, para mim.
Não consigo deixar de esboçar um sorriso, logo que me aproximo da minha velhinha Ribeira. Que confortável me sinto neste lugar. Que apetecível.
Sento-me na esplanada e sou capaz, durante horas a fio, de estar ali, calada, apenas a mirar as gentes e a contemplar a paisagem.
Que paz de alma que aquele lugar transmite.
Sempre desejei morar por ali. Comprar uma daquelas casinhas típicas e transformá-la no meu estúdio de sonho. Sempre quis ter um estúdio. Capricho? Talvez. Todos temos direito aos nossos caprichos!
Ter a oportunidade de abrir a janela e sentir os pulmões a encher de ar do rio e ouvir o som das gaivotas, logo pela manhã, o bulir das gentes, dos pescadores, enfim, sentir o pulsar da vida no Coração do Porto.
E à noite, calcorrear as arcadas desde o Prioridade até ao Mercedes, ouvir uma boa música e libertar o espírito, na companhia dos amigos.
:)
[em tempo de férias, um post mais light...]