Quarta-feira, Maio 30, 2007
Segunda-feira, Maio 28, 2007
Domar o Pensamento (parte II)

Juro que tenho tentando.
Juro que até tenho pensado em deixar de pensar.
Mas o meu pensamento consome-me.
Ele em mim alimenta-se,
Gera-se, cresce e revolta-se.
Recolhe e diminui enquanto durmo.
Mas mal abro a pestana,
Lá está ele,
A tomar conta de mim.
Transformou-me em pura matéria encefálica,
Espalhada por todo o meu corpo.
Possuindo-me por completo,
Totalmente indomado.
E neste momento,
O meu pensamento és TU.
Tenho aquela noite no meu fluxo sanguíneo.
E sinto o pulsar das veias
à medida que ainda te sinto os beijos,
e as mãos entrelaçadas nas minhas.
Tenho um tremor de terra preso ao coração,
e um maremoto a revoltar-se nas veias
ambos em contagem decrescente….
Vai rebentar!
Um dia vai rebentar!
Espero que estejas comigo
Quando o meu chão tremer
Quando o meu ser inundar.
TU,
Que és a brecha do pensamento
Por onde me quero infiltrar.
Domar?!
Impossível…
Quinta-feira, Maio 24, 2007
Porque me sinto assim...a Acordar

A mesma luz que entra pela janela,
Mas o que nesse dia me falta é outra coisa:
a tua voz, a surpresa de cada instante que me dás,
da mesma rua e do mesmo céu, mas de dentro
Assim, o que faz a mudança do mundo
Segunda-feira, Maio 21, 2007
Domar o pensamento

Não julguem que ando por cá para ser domesticada.
Não julguem.
Não tentem.
Não pensem, sequer.
Os meus actos são regidos pelo que penso e não pelo que me parece melhor pensar.
Estou cansada de querer parecer, porque os outros assim o querem.
Querem-me?
Então, aqui me têm. Nua e Crua, com muito sangue vivo no prato.
Não falta quem queira.
Não falta quem goste do pulsar do pensamento, bem dentro das entranhas, pronto para vir ao Mundo. E quando se solta…. é do melhor!
Se quisesse engaiolar o pensamento, não escrevia. Não falava. Não gritava. Não era “controversa” e “fria”, como alguns delicadamente me apelidam.
Não expulsava os meus demónios como faço. Não os deixo acumular nem alimentar das minhas entranhas!
A cada passo, auto inflijo-me com um portentoso exorcismo! E que sensação!
Não ambiciono o céu nem santidade, caros amigos, cobardes e corajosos. Ambiciono a LIBERDADE!
E essa, ninguém ma tira. Não é uma afirmação, apenas. É uma PROMESSA.
Não querem?
Lembrem-se que têm uma borda do prato. Sirvam-se dela, seus cobardes!
Já vos disse:
Não julguem!
Não tentem!
Não pensem, sequer!
Não ando por cá para fastios nem para engolir a seco.
O que digo e o que faço escorrega que nem ginja, mesmo a sangue frio. Mesmo que me dilacere a garganta!
Haja é coragem e unhas para arranhar, atiçar e esgravatar pensamentos!
Gaiolas? Sim, tenho algumas, mas nenhuma delas tem portas ou janelas.
Por isso, escusam de ir ao chaveiro.
É que não têm hipótese nenhuma.
E parafraseando a cara amiga Estranha:
"Só tens duas opções na Puta da Vida: ou sim, ou não. E ela não serve sopas!"
Afinal, para que queres as unhas?!
Sexta-feira, Maio 18, 2007
Curtas 16 - Ultimatum
Como não tens emenda possível e eu já esgotei o último pacote de paciência que julgava não ter, é assim.
Dou-te as minhas costas.
Espero que gostes. Espero que te satisfaça, esta minha atitude.
Hoje, ainda tens sorte. Consegues falar com elas se quiseres, sem eu ter de me preocupar em te responder e gastar as reservas de sanidade mental que ainda me restam.
Amanhã, falas com a minha sombra, enquanto sigo destino em direcção contrária ao teu e o Sol ainda está alto.
Aproveita, a réstia da minha lembrança.
Depois de amanhã, contenta-te com a minha ausência.
E se mesmo assim, não te contentares, vai-te FODER!
Queres o meu rasto?
Procura-me na Vida.
É por aí que me vou perder, sem meias medidas, sem regressos aos nadas em que tu te enterraste vivo.
Entretanto, medeio-me por aqui mesmo.
Entre o Dia e a Madrugada.
Entre o Tudo e o Nada.
Entre o Querer e o Ser.
Entre a Vontade e o Fazer.
Entre o Rir e o Chorar de tanto Rir, claro. De lágrimas secas, já estou farta.
E com minúsculas e Maiúsculas, é que eu me entendo.
Chega de bocas vazias e intenções esfumadas.
Queres saber o que penso? Lê-me, se souberes e conseguíres.
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Penso-te

Penso-te
Com a intensidade da luz de um dia de sol
Penso-te com ardor
E chega mesmo a doer
Aqui dentro,
De tanto te pensar.
Penso-te.
E o meu pensamento
De ti escorre
Como num dia de chuva intensa.
Daquela que magoa no corpo
E nos ensopa até à alma.
Do granizo que bate
No chão do pensamento
E faz ricochete directo ao coração.
E derrete…
E volta a escorrer…
Descobri que o meu coração
Já não mais te permite...
Tens o acesso barrado.
E…
Voltas a escorrer.
Penso-te.
E chego a perguntar
O porquê de tanto te pensar.
Se tanto me dói.
Tenho os olhos cansados.
Já gastei lágrimas.
Já desgastei as palavras.
Já desisti de preencher os vazios.
Já rompi solas de tanto te procurar,
Reencontrar,
E voltar a perder.
Mas continuo ainda a pensar-te.
Inesgotavelmente, penso-te
Como se a minha vida
Disso dependesse.
Hoje, é assim.
E amanhã, desisto de te pensar?
Vou pensar nisso.
Talvez não passes de uma enxurrada.
Sexta-feira, Maio 11, 2007
And the Thinking Blogger Award, goes to…

Sem numeração, sem classificação, sem ordem.
Apenas porque gosto e se gosto é porque os penso.
Lenta ou desesperadamente.
Feroz ou pacificamente.
A rir ou a chorar.
Aqui estão eles:
Estranho Desassossego da Estranha Pessoa, pela sua irreverência que tão bem condiz comigo.
Taradisses do Brain, porque faz-me ver, ouvir, sentir e assimilar, o que evito mas preciso, o que quero e não o sabia.
Para sempre… da Cláudia, pela bela selecção de textos que ganham vida em cada um de nós e à sua maneira única.
A Minha Nuvem da Utzi, pela bela poesia que nos transporta para além do chão que pisamos todos os dias.
Jocares Blog’s do Jocares, ora nem mais, porque… faz-me rir. E rir é o melhor remédio!
A todos os nomeados,
Beijos & Abraços
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Beija-me com Palavras (devaneio)

Fala-me ao ouvido, hoje.
E imagina que me estás a dar um beijo.
Quero que me fales, hoje
Exactamente com o mesmo sentimento quando me beijas.
Fala-me quente, fala-me emotivo
Fala-me com tesão nas palavras.
Assim, como se me desses um beijo.
Preciso de sentir, hoje
As tuas palavras a percorrer-me o corpo
Tal como os teus olhos quando se cruzam comigo
Tal como a tua língua quando dança com a minha.
Fala-me com o vigor do teu abraço forte e sentido
Que me dás de vez em quando (para não ser banal?).
Mas sobretudo, hoje
Eu quero beijos, toques e sussurros bem apalavrados.
Daqueles que arrepiam até ao limite do teu ser
E que se misturam com o meu.
Fala-me e surpreende-me.
Fala-me e endoidece-me.
Fala-me e faz-me falar.
Fala-me e deixa-me suspensa no momento.
Quero que me beijes, hoje.
Beija-me com Palavras !
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Curtas 15 - Aqui...

Aqui…
Olha bem para aqui.
Aqui para dentro, bem dentro.
Aqui, onde tudo eu centro, e diz-me o que vês.
Não vês? Então, sente.
Sente o pulsar das minhas veias.
Desertas e sedentas, de rebentar de emoção, de se maravilharem num só momento.
Num momento apenas...
Aqui…
Olha bem para aqui.
Andas distraído, eu sei.
Não sabes que aqui, eu morro um pouco todos os dias.
Pois, andas distraído, eu sei.
As minhas veias param de quando em quando e alguém faz por me sentir o pulso quando se apercebe disso.
Alguém, que não tu.
Alguém atento.
Alguém disposto a dar-me pouco do seu ar, do seu fôlego de vida.
Alguém que se partilha e se dá, sem intenção de ser retribuído.
E tu…
Andas distraído.
Não vês, não sentes.
Se ao menos aqui me lesses…
Talvez aqui passasses a compreender
De que material eu sou feita.
De Vidro ou Cristal,
Ou qualquer outra coisa ainda mais Banal.
Ao menos sabes que não sou plastificada?
Que sou tão transparente àqueles que me vêm
Aqui, bem aqui, bem dentro. No meu profundo ser.
Isso, tu sabes.
Eu sei.
Mas tu…..
Continuas tão distraído.
Quarta-feira, Maio 02, 2007
Deixa-me

Deixa-me fugir
E procurar novos mundos
Deixa-me voar e sentir
A gravidade do meu querer fugir
Agora que retorno a estas grades
Deixa-me dar um pouco de cor
A tudo o que vejo e sinto
Como negro e obscuro
Deixa-me ser feliz
Deixa-me superar
Deixa-me gritar
Deixa-me deixar de magoar
Deixa-me presa ao que ainda não me prendi
Deixa-me
Livra-me
Da escuridão
Liberta-me
Desta sensação de aniquilação do que sou e quero ser
Deixa-me ser plenamente
Deixa-me dar o grito de libertação
Deixa-me ser mulher e
Deixa-me ser a menina que não pude ser
Deixa-me amar de verdade
Deixa-me sorrir de verdade
Deixa-me ver o que ainda não vi
Deixa-me ser o que ainda não conheço
Deixa-me ser o que tenho medo de fazer
Deixa-me fazer o que tenho medo de ser
MAS por favor
Sem mais virgulas
Interrogações e reticências
DEIXA-ME!

