Terça-feira, Abril 05, 2011

Matando sem morrer
















engulo a língua, a boca, os olhos e ouvidos
meto as mãos pelo avesso dos forros,
mergulho pernas e braços esquecidos
mordo e mastigo-me, até deixar de doer
perco as palavras, os sons, o tacto, sentidos
até finalmente conseguir esquecer
recolho-me por inteiro deste lado de dentro
enquanto por fora, devagarinho
vou-me lentamente matando sem morrer

2 Disseram:

Blogger Karina Lerner said...

igual ao tempo, q nos mata lentamente até nos matar de vez.

gostei da dua escrita.

k.

Abril 13, 2011 12:24 PM  
Blogger IMaria said...

tantas vezes nos vamos matando sem morrermos ..
Gostei destas palavras.

Junho 22, 2011 2:21 PM  

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