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A mostrar mensagens de agosto, 2006

Personalidade

A nossa personalidade deve ser indevassável, mesmo por nós próprios: daí o nosso dever de sonharmos sempre, e incluirmo-nos nos nossos sonhos, para que nos não seja possível ter opiniões a nosso respeito. E especialmente devemos evitar a invasão da nossa personalidade pelos outros. Todo o interesse alheio por nós é uma indelicadez ímpar. O que desloca a vulgar saudação - como está? - de ser uma indesculpável grosseria é o ser ela em geral absolutamente oca e insincera. Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

Amigo, cá te espero!

Amigo, Cá te espero, Tal como o dia que nasce, aguarda os raios de Sol, E o fim de tarde, anseia por um crepúsculo. Cá te espero, De braços estendidos e coração aberto. Ansiosa por novidades, Mas sobretudo pelo sorriso, E pela companhia que fazes, Através do universo perfumado das palavras. Cá te espero, Juntamente com o calor da tua amizade Que fizeste questão em não deixar arrefecer, Através de sinais e mensagens Que guardo com todo o carinho, Nesta caixinha chamada Coração. Coisas simples e preciosas, Tão fáceis de dar, e tão boas de receber. E tão poucos o sabem fazer como tu… Que apenas esperas, como retribuição, Um sorriso sincero e boas palavras. Assim, cá te espero, Amigo! Espero que venhas com a rapidez do Vento E com o silêncio da Madrugada, E aguardo ar renovado, Com o teu regresso. Cá te espero. Bom regresso!

A minha Cidade

Sempre pensei que não deve haver ninguém que goste mais desta cidade do que eu. No limite, deve gostar tanto dela como eu. Simplesmente amo-a e tenho-a entranhada na pele. Sou tripeira de gema, natural de Massarelos, e orgulhosamente digo que sou do Porto. Não gostava de ter nascido em mais nenhuma Cidade. O Porto é a minha terra e mesmo para alguém como eu, que não conhece nada do mundo, é a Cidade do meu coração e por isso mesmo, só pode ser a mais bonita, a mais rica, a mais em tudo, para mim. Não consigo deixar de esboçar um sorriso, logo que me aproximo da minha velhinha Ribeira. Que confortável me sinto neste lugar. Que apetecível. Sento-me na esplanada e sou capaz, durante horas a fio, de estar ali, calada, apenas a mirar as gentes e a contemplar a paisagem. Que paz de alma que aquele lugar transmite. Sempre desejei morar por ali. Comprar uma daquelas casinhas típicas e transformá-la no meu estúdio de sonho. Sempre quis ter um estúdio. Capricho? Talvez. Todos temos direito aos n...