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A mostrar mensagens de 2008

Festas Felizes

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E que 2009... ...seja bem melhor... ...que 2008... ao deitar o velho Ano fora, não se esqueçam: d e s e j e m ( s e ) ! Até pró Ano! Beijos & Abraços rb

Grito

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...peso no peito onde condenso um Grito feito só meu... photo by fabiola fernandes

Curtas 37 - Palavra

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A Palavra tem inumeráveis definições. Mas nenhuma consegue exprimir o sentido dos momentos. Não há explicação para a circunstância que a envolve, para o que nos provoca, para o que nos alenta e para o que nos magoa. Para a audácia dos gestos, para a ternura de um sorriso. Para a contenção de um grito, que um abraço quer despontar. E isso é tanto. E às vezes é tudo. A coexistência de sentidos e sentires que não se explicam mas apenas se dizem, porque simplesmente se sentem e se misturam, como saliva num beijo, como olhares no desejo. A Palavra tem esse fascínio. Ser absoluta e absurda ao mesmo tempo. Ser gritada e silenciada. Ser nua, crua, rude. Amada. Viciada. Amante. Desejada. Inspiração criticada. Transpirada. Exaltada. Chorada. Amaldiçoada. Ser Palavra dentro de nós, para nós e para os outros. Sem ses, quês e porquês. Ser Palavra, numa existência simples e intimamente nossa. Tua e minha! Porque o sentimento respira através dela. Porque o amor não vive só de beijos, corpos e poros. ...

Curtas 36 - Receita

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Misto de felicidade com travo de amargo pelo meio. É esta a nossa receita, um agridoce explosivo, com mil e um ingredientes, sendo que um deles é misturado em silêncio para não revelar o verdadeiro segredo do Amor. Temos doses suficientes para nos entregar um ao outro e sabemos que tantas outras, demasiadas outras, são desperdiçadas, ultrapassadas validades que o tempo não deixa nunca recuperar. E este travo a Nós moscada do que ficou por viver e saborear… Festa de corpos embebidos um pelo outro, mistura de poros e dedos descarnando a saudade. Grito de felicidade e êxtase, muito bem regado com beijos de mil um formatos insaciáveis. Arrepios usufruídos como se provássemos a verdadeira pimenta da Vida. Deliciosas amostras gastronómicas do que é o sabor dos dias de um que se misturam nos dias do outro. E cada sabor deste cruzamento de paladares é único e sempre inigualável. Todos diferentes, como devem ser. Nunca repetir receitas. Nunca descurar expectativas. Nunca deixar que os aromas fr...

Curtas 35 - Entre Nós

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Existe este tipo de guerra entre nós, em que te aponto o silêncio e mato o ruído à nossa volta, e tu desferes-me com a indiferença de uma vida. Já não tenho como me proteger. Nem mesmo como te (nos) salvar. Gostava que te rendesses como no início, em que tudo era tão (quase) perfeito. Em que eu me sentia a mulher mais amada do mundo e pensava na sorte que eu tinha e outras não. Mas nem armas tenho comigo. Se queres que te diga, até as oferecia, se as tivesse e se tu as pedisses. E hoje, olho para as outras de soslaio e penso se elas, agora, pensarão o mesmo de mim. E vejo-me igual a tantas, perdidas numa tristeza recolhida, como se o sonho se tivesse partido a meio do caminho, sem saber muito bem quando e muito menos o porquê. (…e o teu, quando foi que se partiu ? Quando foi que começou a rachar sem que tu desses conta ?...) E gostava de saber a razão da tua declaração de guerra, quando à partida, eu sei que não a posso ganhar. E pior do que isso, tu também o sabes. E mesmo...

Curtas 34 - Inspiração da Saudade

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A primeira coisa que faço quando acordo, é olhar no espelho em frente, à procura dos restos do teu reflexo. E ainda está lá. Impresso nas saudades com que tento lavar a tua ausência. Ouvi dizer que a Saudade tem a característica de nos roubar o derradeiro descanso de um ponto final. Fiquei intrigado e com a dúvida se essa pessoa me conheceria. E foi um alívio saber que alguém, mesmo sem me conhecer e sem nada saber da minha realidade, compreende. Compreende verdadeiramente o que são as reticências da espera e as interrogações do porquê. Da falta de um reflexo ao lado do nosso, quando acordamos. Da falta de um rosto em frente ao nosso, na mesa de um qualquer café. Do silêncio dos passos no soalho e da roupa amarrotada no chão do quarto-de-banho. Sinto tanto a tua falta. Até de tudo aquilo que me desagradava em ti. Do teu riso de troça a ecoar por todas as divisões, quando, por algum motivo, me aborrecia contigo. E tento não lembrar de tudo aquilo que me dói: tu, aconchegada em mim duran...

Curtas 33 - (in)Decisões

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Hoje olho para trás e vejo como fui gerando e desenvolvendo o sentimento. Ao ponto de chegar a este mesmo ponto, de que nada mais posso fazer por ele. Maturou até ao limite que me foi imposto, como se depois de nove meses, nada me nascesse. E resta-me vivê-lo assim, apenas por dentro. E agora, que era suposto ter chegado o momento de uma decisão, continuo sem (me) decidir. Não posso voltar para trás, nem posso ir mais adiante sem me esbarrar de frente com a realidade. E essa realidade, que a via como uma barreira real mas invisível aos olhos do coração, hoje já não é bem assim. Hoje já não me contento apenas com isso, já nada me basta. Hoje vejo-a como um muro intransponível, apesar de me dizerem que nada é impossível. Desculpem discordar. Desculpem se o sentido da razão me diz o contrário. Desculpem se tenho o pensamento mais frio de sempre, e os pés bem enterrados no chão, outra vez. E a gravidade custa... Hoje digo que a realidade já não dói com...

Insistência

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Se há coisa que não tem prazo de validade, é este espaço da memória com caminho obrigatório pelas mãos e que de novo nos devolve ao recolhimento de tudo o que somos. Passa pela minha vida e fica mais um pouco. Fica, fica… Tenho sede de te sentir por aqui. Que me voltes a percorrer. Que navegues na minha corrente sanguínea até ao coração para o fazer explodir. Mas temo que não voltes nunca mais. Temo que eu não volte nunca mais e que as minhas mãos desprezem o sentido do sentimento. Que me morram na insensibilidade de um corpo esvaído de ti. Apesar da insistência bruta dos sentires, há coisas que são assim, perdidas desde o momento que acontecem. E eu temo que não voltes nunca mais. Ficas-me aqui, para sempre, no percurso dos dedos, que de novo me devolvem à teimosia da memória.

Curtas 32 – Até Quando

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Há coisas que pensamos e que nunca sabemos como as exprimir. E às vezes nem é preciso, para quem saber ler o olhar, a distância, o frio da alma. Há coisas que sentimos e que preferimos ignorar, e então, vamos deixando que elas nos esmaguem enquanto as tentamos estranhar dentro de nós sem saber muito bem como o fazer, como uma infecção nos atacasse o corpo. Mas há coisas que não podemos deixar de dizer, nem deixar morrer. Há coisas gritantes à espera de uma simples oportunidade. Há certezas que não devemos esconder, nem de nós nem dos outros. Já chega o castigo de uma vida de vazios. E eu quero que tu saibas que o melhor de mim, não é meu. É nosso. É tão nosso como o tempo que não temos um para o outro. Tão nosso como a dor da distância. Tão nosso como o amor que nos une, talvez para sempre. Que para além deste “nosso”, resta muito pouco de um todo, transformado num aglomerado de nadas que tento colmatar com coisas “comuns”. E sorrio, com uma vontade a...

Curtas 31 – Sometimes Goodbye is the only way

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Sem saber para onde vais, e sem medo do que vais encontrar, lá fizeste a mala deixando tudo bem claro: “ vou em busca daquilo que me vai fazer feliz. Apenas o desconheço. Ainda desconheço! ” E lá foste tu, desprovida de tudo aquilo que viveste, como se tivesses rasgado a pele e regenerado outra, nesse corpo já tão vivido e tão desgastado de todo o tempo perdido , como tu referias. Sou o que sou. E posso ser muito mais se um dia me for embora daqui. Estou cansada de sobreviver à vida! dizias. E eu, que sempre desvalorizei e trocei das tuas palavras, soltava gargalhadas na tua cara, sempre que o dizias, porque para mim estava sempre tudo tão bem . E hoje, deste-me a prova que afinal, eu não te tinha na mão como pensava. Que tu, nunca foste um dado adquirido na minha vida, porque a minha vida nunca pode comprar a tua. E hoje, estou mais pobre sem ti. Hoje, arrependo-me do tudo o que fiz e fiz-te passar. Por todos os embaraços, mas sobretudo por todos os des...

Depois de ti e de mim

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Dilato na memória confusa e seca, as sensações do corpo esquecidas. Tento a todo o custo soprar para bem longe este manto de pó que me faz esquecer. A solidão é terrível… Mas o esquecimento em mim é dilacerante. A sua consciência crucificadora. Não te queria perder. Ainda que seja apenas o esquecer de algo que na realidade não sou, não fui, nem nunca serei. O que resta depois de ti, em mim? Não sei. Levas-me contigo e a única coisa que fica, são os restos. E o desperdício de nós, é somente a sombra do que sou. Depois de nós o que resta? Poeira de mim, Nas Memórias de ti, Estampadas nas paredes do que fomos. Escrito com uma "dica" do meu amigo Senti(r)dor que está aqui ao Lado. Para ti, um Beijo. (foto by Natasha Lyonne)

Curtas 30 - Marta

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O meu nome é Marta. Não interessa o apelido. Não é ele que me faz melhor ou pior pessoa. Não é ele que me garante o sustento nem é ele que me confere uma personalidade mais ou menos forte. O meu nome é Marta. E isso basta-me. Não conheci o meu pai. Apenas lhe conheço o apelido que a minha mãe não quis que fizesse parte de mim. E dele apenas sei que fugiu com outra mulher mal soube que eu exista na barriga da minha mãe. Marta era o seu nome. Talvez a minha mãe tivesse escolhido o mesmo nome para mim, para nunca se esquecer que foi por minha causa que ele partiu. Talvez a minha mãe se quisesse castigar para o resto da vida, castigando-me assim, com um nome, tão comum como outro qualquer, tão cheio de peso e amargura como nenhum outro. Decerto que tenho os mesmos olhos do meu pai. Ela nunca o disse, mas sei-o. Quero acreditar que sim. Que quando ela olha para mim, é ele que revê, nos meus olhos grandes e amendoados. Tal e qual o meu pai. Quero acreditar que sim. Tenho...

Quando te penso

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Quando te penso é isto que sinto: Um adormecimento do Mundo lá fora Dos gritos de fome e das guerras Dos desaparecimentos, choros desesperados Pessoas perdidas, prisioneiras e violentadas De tempestades, de tragédias e de mortos Quando te penso O meu Mundo é perfeito E muito pequeno para o tanto que ele é O Meu Mundo, pequeno e disforme tem palavras minhas onde vês as tuas Tem música e gargalhadas Tem tatuado em paredes paralelas o meu nome e o teu, para nunca esquecermos Tem sussurros e murmúrios de beijos Desejos lascados ao tempo e corpos perdidos por entre mãos quentes . Tem rupturas do músculo da memória Por onde me escapam, autonomamente as sensações de um Tudo que fomos De um Todo que somos. Quando te penso Não há mal que venha ao Mundo Apenas mais um dia de Sol, depois de um aguaceiro Um sorriso depois de um choro Um Beijo de retorno, depois de um Adeus Quando te penso, sinto-me tão-somente EU .

Momentos

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Chega aquele momento diariamente esperado, em que finalmente posso descansar da luta. Dispo-me da pele de profissional, tomo um banho de estrelas e visto-me da madrugada nua e limpa. Cubro-me com o lençol do silêncio e repouso nas memórias presentes dos teus braços que me acalentam o corpo e o coração. E por breves momentos, nada de mal me pode acontecer. Apago a noite com a memória dos teus beijos e a minha solidão, que não se dissipa, esquece-se por um ou outro momento. Finjo histórias por entre os meus dedos junto com os teus, e os sonhos soltam-se entre uma respiração, e outra e outra, até que finalmente, fecho os olhos, e tudo o que me envolve és TU. ...até à chegada de um novo dia, de um novo acordar, de um novo EU... (autor imagem ?)

Vácuo

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Piso os lugares da tua inexistência E não me sinto Aperto a força da gravidade que me deita os olhos ao chão E lavo com lágrimas, este inequívoco vazio de ti. (Autor da Imagem ?)

Curtas 29 - O Sonho Comanda

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Há momentos que valem por uma vida, e a vida, parece que se cinge a esses momentos e às pessoas que os proporcionam. A nossa vida, os nossos pensamentos, os momentos únicos, inigualáveis, inseparáveis do coração, da alma. Não da gente, mas do ser. E o nosso ser, que não sabe o que é ser gente, eleva-se ao mais alto ponto que pode atingir. E eu quero acreditar que esse alto, que esse pico de felicidade pode ser atingido e superado sempre, sempre… Hoje, acredito que a Felicidade é isso mesmo. Algo de irregular e desproporcionado que ganha forma à medida que as mãos se entrelaçam. Que ganha cor, à medida do sabor dos beijos, que ganha dimensão e corpo num abraço sentido. E que ganha sentido, quando o ser se funde noutro ser. Acredito que a felicidade é uma utopia, mas que a adrenalina e a taquicardia estão lá para nos provar o contrário, esporadicamente, sem aviso prévio e com a denúncia de um sorriso espontâneo. Apanha-nos de surpresa, na curva dos sentires adormecidos...

Curtas 28 - Ruas da Saudade

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É por entre os paralelos tristes das ruas da saudade que eu te encontro. Junto das paredes húmidas do choro de quem não se consola simplesmente com a memória da pele, que não se gasta, mas se regenera a cada beijo, a cada sopro, a cada sussurro. Encontro-me sozinha a vaguear de porta em porta, à espera de um sinal que te anuncie. E vejo-me, pela minha própria sombra, um tanto vazia de mim, simplesmente porque não te tenho para preencher o resto que me falta. Até que, esporadicamente, sem aviso prévio, sem notificação, tu surges, e espreitas-me no sobressalto do coração, numa dessas esquinas sujas da ausência, calma e pacificamente, como quem tem todo o tempo do Mundo para mim, para nós. Chegas cheio de ti mesmo, a transbordar do que eu tanto reclamo e que tanto quero para mim. E tu sabes o que isso significa. Tu sabes o que é esse encontro de almas, de poros e se suor, de olhares e cumplicidades. Tu sabes e não queres esquecer nunca. Queres vivê-lo sempre. ...

Abismos

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Sabes esse lugar, sem lugar, que ninguém sabe onde fica, mas suspeita existir. Esse lugar escuro como a noite sem noite, frio como o dia sem sol. Esse lugar sem destino e sem fim à vista, sem profundidade conhecida e sem largura. Lugar perdido no meio do nada de um tudo, dentro e fora de nós, sem aromas conhecidos e de atmosfera transparente. Lugar sem caminhos, sem direcções, sem mapa de estrada, sem Norte e sem Sul. Esse lugar só nosso, por nós descoberto, por nós habitado e por nós amadurecido. Esse lugar, onde nos perdemos um no outro, palmilhando centímetro a centímetro todos os cantos recantos do mundo dos sentidos e do mundo um do outro. Um lugar partilhado sem limites, porque não há limites a serem ultrapassados. Não há prós nem contras. Há apenas a intenção do encontro e reencontro das almas. E eu pergunto-me se o dia virá. Esse dia, em que vou finalmente pisar o fundo desse abismo. Se caio de pé, como os gatos ou se me estatelo no chão em mil e um pe...