Há momentos que valem por uma vida, e a vida, parece que se cinge a esses momentos e às pessoas que os proporcionam. A nossa vida, os nossos pensamentos, os momentos únicos, inigualáveis, inseparáveis do coração, da alma. Não da gente, mas do ser. E o nosso ser, que não sabe o que é ser gente, eleva-se ao mais alto ponto que pode atingir. E eu quero acreditar que esse alto, que esse pico de felicidade pode ser atingido e superado sempre, sempre… Hoje, acredito que a Felicidade é isso mesmo. Algo de irregular e desproporcionado que ganha forma à medida que as mãos se entrelaçam. Que ganha cor, à medida do sabor dos beijos, que ganha dimensão e corpo num abraço sentido. E que ganha sentido, quando o ser se funde noutro ser. Acredito que a felicidade é uma utopia, mas que a adrenalina e a taquicardia estão lá para nos provar o contrário, esporadicamente, sem aviso prévio e com a denúncia de um sorriso espontâneo. Apanha-nos de surpresa, na curva dos sentires adormecidos...