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A mostrar mensagens de agosto, 2025

Não sei

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Em que lugar pousar agora os olhos. Em que mesa descansar agora os cotovelos. Ser certeza quando a dúvida me leva pela mão. Nessa cegueira do querer, a dormeceste.  Ao fazer de conta que chegaste a um lugar que não existe. (Abre os olhos...) Mas os olhos já não pousam do lado de fora, por não saberem onde acontecer. Rasam sós e muito levemente, a passagem dos dias, a tocar os nadas simultâneos. E os medos. E as (in)certezas. Porque não sei se saberei ser. A estranheza de um fim sem nome. A nascer de um gemido lento. Em abandono. Quase absurdo. Não sei se saberei ser regresso. Mesmo antes de saber o que é ser partida. Porque tudo é ruído silencioso. Enorme. A estilhaçar num peito rasgado  e sem sopro de dor. Contínuo. Entre os nadas simultâneos. Na indiferença dos dias. E já não sei o que saber. Já não sei o que (vale a pena) perguntar. Não sei onde pousar os olhos, os cotovelos. Ou como largar a mão à dúvida. Porque tudo são vidros. E mais uma vez aqui est...