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A mostrar mensagens de junho, 2008

Curtas 31 – Sometimes Goodbye is the only way

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Sem saber para onde vais, e sem medo do que vais encontrar, lá fizeste a mala deixando tudo bem claro: “ vou em busca daquilo que me vai fazer feliz. Apenas o desconheço. Ainda desconheço! ” E lá foste tu, desprovida de tudo aquilo que viveste, como se tivesses rasgado a pele e regenerado outra, nesse corpo já tão vivido e tão desgastado de todo o tempo perdido , como tu referias. Sou o que sou. E posso ser muito mais se um dia me for embora daqui. Estou cansada de sobreviver à vida! dizias. E eu, que sempre desvalorizei e trocei das tuas palavras, soltava gargalhadas na tua cara, sempre que o dizias, porque para mim estava sempre tudo tão bem . E hoje, deste-me a prova que afinal, eu não te tinha na mão como pensava. Que tu, nunca foste um dado adquirido na minha vida, porque a minha vida nunca pode comprar a tua. E hoje, estou mais pobre sem ti. Hoje, arrependo-me do tudo o que fiz e fiz-te passar. Por todos os embaraços, mas sobretudo por todos os des...

Depois de ti e de mim

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Dilato na memória confusa e seca, as sensações do corpo esquecidas. Tento a todo o custo soprar para bem longe este manto de pó que me faz esquecer. A solidão é terrível… Mas o esquecimento em mim é dilacerante. A sua consciência crucificadora. Não te queria perder. Ainda que seja apenas o esquecer de algo que na realidade não sou, não fui, nem nunca serei. O que resta depois de ti, em mim? Não sei. Levas-me contigo e a única coisa que fica, são os restos. E o desperdício de nós, é somente a sombra do que sou. Depois de nós o que resta? Poeira de mim, Nas Memórias de ti, Estampadas nas paredes do que fomos. Escrito com uma "dica" do meu amigo Senti(r)dor que está aqui ao Lado. Para ti, um Beijo. (foto by Natasha Lyonne)

Curtas 30 - Marta

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O meu nome é Marta. Não interessa o apelido. Não é ele que me faz melhor ou pior pessoa. Não é ele que me garante o sustento nem é ele que me confere uma personalidade mais ou menos forte. O meu nome é Marta. E isso basta-me. Não conheci o meu pai. Apenas lhe conheço o apelido que a minha mãe não quis que fizesse parte de mim. E dele apenas sei que fugiu com outra mulher mal soube que eu exista na barriga da minha mãe. Marta era o seu nome. Talvez a minha mãe tivesse escolhido o mesmo nome para mim, para nunca se esquecer que foi por minha causa que ele partiu. Talvez a minha mãe se quisesse castigar para o resto da vida, castigando-me assim, com um nome, tão comum como outro qualquer, tão cheio de peso e amargura como nenhum outro. Decerto que tenho os mesmos olhos do meu pai. Ela nunca o disse, mas sei-o. Quero acreditar que sim. Que quando ela olha para mim, é ele que revê, nos meus olhos grandes e amendoados. Tal e qual o meu pai. Quero acreditar que sim. Tenho...