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A mostrar mensagens de janeiro, 2010

Em silêncio

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És-me, em silêncio, toda a alma por dentro do sangue. E do sangue o oxigénio: Poema soluçado, sem princípio nem fim Onde, no meio das tuas mãos Eu me esqueço.

Menos de mim

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A cada rasgo de dia És-me cada vez menos, um pouco mais. Como se cada aurora Viesse acompanhada por um crepúsculo De luz cada vez mais quebradiça. Era bom que te dissesse que és cada vez mais meu Mas isso seria ignorar o vazio das minhas mãos, Que minguam a cada alcance do teu peito. Seria mentir a cada novo acordar, De onde tu me vais fugindo um pouco mais, Até o teu reflexo, Cada vez menos, Se notar na madrugada dos meus olhos. (imagem retirada da net)

De vez em quando

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de vez em quando dói-me tudo dói-me o frio do Inverno e a réstia do sol da tarde dói-me a chuva e dói-me o vento dói-me as gargalhadas estridentes os choros magoados dói-me o olhar desesperado de tanta gente e a voz embargada de quem trago cá dentro dói-me a música, o amor a solidão e o prazer dói-me o silêncio do sangue e a vontade de viver tudo isto e muito mais dói-me de tanto me doer há dias em que me dói tudo até ao último fio de alma (imagem retirada da net)