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A mostrar mensagens de julho, 2007

No Meu Colo Vazio

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Sinto falta de algo. Aqui. Bem aqui. No meio do meu colo. Invado-o com as mãos E recolho-as vazias Sem estrelas, sem sonhos. Sempre vazias, De um vazio imenso, E feito de nada. Levo as mãos ao rosto E sinto-lhes o cheiro, O intenso odor, Da falta que me faz, O algo que não encontro. Levo as mãos aos bolsos, E de lá puxo Forros despojados, De um presente que não sei se quero, De um futuro imaginado, Onde tu e eu marcamos presença. E continuo a sentir o odor… E as mãos continuam frias… E o colo vazio... O que me faz falta? O que me faz falta, És tu. És tu o meu vazio por preencher. És tu que marcas a diferença. És tu por quem o meu coração chora ausência. És tu quem me esmaga o peito de saudade. És tu por quem a minha boca pede beijos. És tu por quem o meu pensamento se vicia, Dia a pós dia, Noite após noite. És tu… És tu que o meu colo chama, Juntamente com as estrelas. És tu… ...

O que significa tudo isto

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Hei, Tu! Sim, Tu! Tenho a palavra Amor Pendurada no teu nome, sabias? E por sua vez, o teu nome Está debruado com as linhas do meu Num remate sem defeitos. E quando digo o teu nome baixinho, Apenas para mim, E te penso, As horas sossegam, Os minutos descontraem, E eu voo até ti, Tentando descomprimir O desespero da tua demora. Sabes como é, Este aperto de estômago? De quem tem fome e não quer comer, De quem tem sede de beijos e não de água, De quem quer ter as mãos preenchidas com outras mãos, Que saibam ler as linhas do coração e da vida Ignorando a linha sinuosa do Futuro? Sabes o que é, Querer rir e chorar ao mesmo tempo Sem saber muito bem por qual deles começar? Sabes o que é, Sentir medo de perder alguém, Mais do que te perderes a ti próprio? Sabes o que é, Sentir que o teu coração não parou? Que o teu dia-a-dia, É uma constante arritmia de sensações Sentimentos e Desejos? Sabes o que ...

O que te diz o teu Silêncio

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O que te diz o teu silêncio, No silêncio dos dias que te parecem perdidos, No silêncio das horas que se arrastam pelos dias. Diz-me, Diz-me o que acontece no teu silêncio. No silêncio da noite, Quando o ruído do sol termina. No silêncio do cerrar das pálpebras E no abrir do baú das memórias. Diz-me o que vês no teu silêncio, Quando abres as mãos E vês que tão pouco ou nada te resta. Diz-me o que te diz o teu silêncio, Quando a dor do peito aperta E esmaga saudades. No silêncio, E no vazio desse silêncio, Entre corações que já não se conhecem, Por entre mãos separadas e corpos estranhos, Perdidos um do outro. Diz-me… O que te diz o teu silêncio, Nas palavras que te voam soltas no peito. No gesto dos abraços que dás, Sem um corpo para sentir. Nos beijos… O silêncio dos beijos que sentes, Mesmo sem os sentir. No silêncio do teu olhar, No teu sorriso Quando me pensas. E pensas, Que tudo ou nada ...
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Hoje, mordo a língua Para te calar. Esmago vontades na minha mão De te ter e beijar. Desvio o olhar Só para não sentir. Calo o pensamento Que não para de rugir. (Ignoro-o ao assobiar) Canto outros para não te cantar. Falo e não me calo Só para não te falar. Fujo para não me cruzar. Não como para o estômago doer E a dor do peito tentar esquecer. Choro para não querer sorrir E esquecer a embriaguez do sentir. Hoje corro Para não estancar O sangue que não pára de te chamar. Hoje grito-me Por não te saber. Hoje silencio-me Por não te ter. Hoje, O meu amor grita-me em todo o lado. Por onde e para onde vá O meu amor grita-me por todo o lado Em ecos ensurdecedores. Hoje, É dia de consciência. Hoje, Eu amo-te . devaneio de 2007, Julho 04 (foto ?)

Cruza-te comigo

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estou... com... uma... vontade... louca... de... me... cruzar... contigo... em... todos... os... momentos... … Nas linhas das tuas mãos No fio inconfundível dos teus olhos Nos teus mais íntimos desejos Nos teus beijos tão quentes e profundos E, Os teus dedos com o meu cabelo Os meus braços com o teu pescoço A minha língua com a tua língua na nossa pele A cruzar saliva e paixão A minha boca com o teu ouvido A cruzar "um quero-te tanto" Num desesperado sussurro. O teu dialecto com o meu Dizendo, "não te consigo resistir…" Cruzar as nossas saudades Num beijo longo, profundo e bem demorado O teu calor com o meu tremor O t...
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Fecha os olhos e diz-me O quanto tu gostas de mim O quanto tu me queres O quanto do quanto que sou para ti Em ti e de ti. O que te dizem os meus olhos O que te dizem as minhas mãos. Fecha os olhos e diz-me O que vês quando estou contigo O que sentes na minha ausência O que te mata de saudade. Fecha os olhos e diz-me O que te diz o meu nome E conta-me os beijos As histórias das carícias A explosão no peito. Conta-me a nossa história. Fecha os olhos e diz-me Diz-me a sorrir O que nós somos. Fecha os olhos... (imagem ?)

Veste-me!

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Hoje, era capaz de me despir de tudo. Até de mim, só para ter mais espaço para ti. Ai, esta vontade de não ir, de não partir Este desassossego de alma e corpo Que me corrompe o pensamento E me alimenta a vontade de te ter. De ter o teu coração só para mim De mergulhar no teu corpo, sempre E de receber o teu beijo, sempre, sempre, sempre De te ouvir dizer todos os dias baixinho Um, “e stou com saudades tuas…” Tão banal, tão cheio de tudo! Tão repleto de ti. Receber-te todos os dias, Com um abraço apertado De te saber bem E de sorriso nos lábios De simplesmente te ver Cruzar um olhar e alinhá-lo Cruzar dois beijos num só desejo de mais e mais E um roçar de pensamentos Sintonizados na mesma frequência. Hoje, era capaz de me despir de tudo. Menos da vontade de me vestir de ti. Veste-me! Tenho frio… Escrito em 2007, Junho 29 (foto ?)