Tempestades
tenho tempestades dentro de mim em rodopios que me estilhaçam tudo por onde passam relâmpagos que ferem e rasgam tenho o frio da distância que me gela os ossos e parte a alma ao meio aproveito a chuva e mergulho, sem ninguém mais saber, no vazio deste lugar o lugar sem ti o lugar das tempestades e dos mares revoltos o lugar da tua memória, naufraga e desesperada rajadas de pensamentos embrenham-se nos sentidos numa luta discreta e desleal e eu não sei eu não sei quem a vencerá quem me vencerá e neste momento queria dizer-te tanta coisa… queria dizer-te da calmaria dos dias na tua presença da paz e do calor dos teus olhos da paixão do teu beijo queria dizer-te tanta coisa… mas eu embrenho-me assim, na tempestade de mim quando grito por ti (imagem retirada da net)