des(virtudes)
Não se pode esperar por aquilo que não se sabe se vem ou quando vem, e esperar ou saber esperar nem sempre é uma virtude. É tantas vezes uma maleita, que devagarinho e em silêncio, nos vai roendo a carne até chegar aos ossos, vulnerabilizando-nos até ao ponto fulcral da fractura. E ficamos expostos. E sabemos que a carne que um dia nos amparou do rasgo da dor, nunca mais voltará a crescer. E doemo-nos. Até à inconsciência do limite da própria dor. 2011, Setembro 02