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A mostrar mensagens de novembro, 2010

Luto

Dou por mim de luto e não me morreu ninguém. Não sei se foram os teus olhos que se perderam na distância do que somos ou se o teu coração me abandonou o peito. Mas algo de ti se foi e já não és o todo que só assim fazia sentido. E de ti fica a breve lembrança da felicidade por ser. Hoje estou de luto, vestida do negro em que me sinto apenas só.
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Não há vastidão de céu que engula a tua falta, ou marés que afoguem a parte de ti que em mim respira. Não há fado que seja digno da minha inquebrável saudade, nem poema, que mesmo ainda por escrever, a consiga matar. [ao som de "Analyse" - Thom Yorke] (imagem retidada da net)