Escuridão


Não estou com grande disposição
P'ra outra enorme discussão
Tu dizes que agora é de vez
Fico a pensar nos porquês
Nós ambos temos opiniões
Fraquezas nos corações
As lágrimas cheias de sal
Não lavam o nosso mal
E eu só quero ver-te rir feliz
Dar cambalhotas no lençol
Mas torces o nariz e lá se vai o sol
Dizes vermelho, respondo azul
Se vou para norte, vais para sul
Mas tenho de te convencer
Que, às vezes, também posso...
Ter razão!
Também mereço ter razão
Vai por mim
Sou capaz de te mostrar a luz
E depois regressamos os dois
À escuridão
Se eu telefono, estás a falar
Ou pensas que é p'ra resmungar
Mas quando queres saber de mim
Transformas-te em querubim
Quero ir para a cama e tu queres sair
Se quero beijos, queres dormir
Se te apetece conversar
Estou numa de meditar
E tu só queres ver-me rir feliz
Dar cambalhotas no lençol
Mas torço o meu nariz e lá se vai o sol
Dizes que sou chato e rezingão
Se digo sim, tu dizes não
Como é que te vou convencer
Que, às vezes, também podes...
Ter razão!
Também mereces ter razão
Vai por mim
És capaz de me mostrar a luz
E depois regressamos os dois
À escuridão
Atenção!
Os dois podemos ter razão
Vai por mim
Há momentos em que se faz luz
E depois regressamos os dois
À escuridão.
By Jorge palma

Comentários

Anónimo disse…
...Quando a tolerância assume a ausência com devaneios sempre mais inconsistentes e rotineiros... perde-se o conduto do amor: o namoro!
O cansaço cresce por não se falar dele; a indiferença escurece os poucos e curtos brilhos... que surgem de meras saudades... é apenas o passado a espreitar no presente... não é o presente... e depois, é apenas uma questão de orgulho dizer Não, mesmo sabendo que o certo é SIM.
Meu querido andarilhus,

Só posso estar 100% de acordo contigo.

Obrigada pela tua visita a este meu cantinho que também é de todos.

Beijo.

PCat
Brain disse…
Por vezes, no barulho do orgulho, surge o silêncio do diálogo.

E as palavras, essas, apenas saem gritadas pelo barulho orgulhoso, abafando o silêncio do diálogo e o próprio calor daquilo que é, o amor que está na base, da relação a dois.

Bj.
Anónimo disse…
Mais um belo poema do grande cantautor Jorge Palma.
Toda a sua agenda artística actualizada em www.jorgepalma.pt.vu
newsletter:contactar ladoerradodanoite@hotmail.com
Maçã de Junho

Bem vinda(o)a este meu canto.

Espero que voltes.

PCat