Um-Não-Quase

Tudo na vida tem um tempo.
O Sol
A Lua
Eu
Tu
A própria vida.
Tudo tem um tempo de ser, contado à milionésima.
Só lamento que não tenhamos tido essa mesma oportunidade, que praticamente, todas as coisas têm.
Tu e Eu.
Não Tu.
Não Eu.
Mas Nós.
Tudo na Vida tem um lugar.
Um lugar para nascer.
Um lugar para viver.
Um lugar para acontecer.
Só lamento que o tempo, que não é nosso, não tenha também um lugar.
Não um lugar comum e banal.
Um lugar teu e meu, mesmo que errado, onde o advérbio de tempo pudesse ocorrer, sem a interferência dos tempos e dos lugares dos outros, na vida de cada um de nós.
Os nossos advérbios estão desencontrados…
Mas, é nesse desencontro e nos intervalos dos lugares e dos tempos dos outros, que eu te vivo e te amo, qual gata vadia e faminta em busca de uma réstia de comida para lhe sossegar a fome do corpo.
É nos intervalos que os outros se esquecem e ignoram, que eu vivo contigo, que amo contigo, que sou tua e tu és meu.
Nesse não-tempo…
Nesse não-lugar…
Nesse quase-respirar…
Puramente desencontrados. Mas nossos.
Somente nesses intervalos…
E enquanto te sentires tão desencontrado de tudo o resto, como eu, eu não me importo de ter um não-tempo e um não-lugar.
Não me importo de, diariamente, ter um quase-respirar por ter tudo isso, contigo.
Nosso.
Um não-quase-nada-tão-pouco, mas todo-tão-nosso.
(rascunho em lugar-nenhum, de um intervalo qualquer de um não-tempo)
Comentários
Gostei muito
Jinhos
BF
Lindo,
Beijos c/mimos
**
Gostei muito
BJ
Beijos!
walter
Gostei*
Bjnho*
Por vezes,
Conseguimos re-inventar o próprio tempo.
Re-inventá-lo dentro de nós,
Como se o tivessemos congelado no passado,
Para uma boa,
Utilização futura.
A maior parte das vezes,
Nem damos por ele passar.
Mas muitas outras,
Demoramos-nos pelas horas,
E embalados pelo balouçar dos minutos,
Espreguiçamos-nos em cada segundo que passa
E aí...
Aí conseguimos condignamente,
Apreciar,
A verdadeira dimensão do tempo.
E quando pensamos que tanto tempo,
Já passou,
Se pararmos,
Conseguimos perceber,
Que apesar do tanto que já passou,
Há ainda tanto para viver,
E isso,
E esse,
É que nos dá o alento,
Para o gozo do porvir.
Não penso no que passou.
Penso no que estará por vir,
E tento,
Descortinar,
A forma,
De o viver compassadamente,
Com outro alguém.
E para mim é assim!
Para mim, é esta,
A verdadeira dimensão,
E autêntica Maravilha,
Do tempo!
Excelente escrito!
Mais um!
Como já vai sendo hábito.
Aquele Beijo.
Só lamento que o tempo, que não é nosso, não tenha também um lugar.
Não um lugar comum e banal.
Um lugar teu e meu, mesmo que errado, onde o advérbio de tempo pudesse ocorrer, sem a interferência dos tempos e dos lugares dos outros, na vida de cada um de nós. ..."
Era bom não era?
Mas as interferências existem!!!!
Excelente post.
O tempo é para desfrutar mas só o AGORA é crucial
Um beijo
Tic tac
Tac tic
Pulsa.
Tic Tac
Tac tic
Dás corda ao teu relógio?
'Nens'...
...
São como os 'ses'...
Abraço grande para ti roça roça :P
o lugar sem lugar que estranho lugar... mas em qq lugar... todos nós temos um tempo... aproveita-o.
beijo
não importa o quê, o aonde, o quando,
o que importa é estamos juntos,
é estar com a pessoa que amamos...
O teu texto é lindíssimo!
Beijitos e boa semana :)
Engraçado que acabei de procurar algo que escrevi sobre o tempo há uns meses, para deixar no blog de alguém... Aproveito e deixo também aqui... Para ti, com mil beijos meus.
Tempo
Todos os dias parecem demasiado longos neste tempo que é só meu.
Perco-me em passeios intermináveis pelas ruas estreitas das horas,
Ruas que percorro acompanhada da sombra de minutos continuamente gastos.
No vazio, apenas oiço o bater do coração, à cadência de cada segundo...
... Cansado mas imparável... Velho indomável... Como o próprio tempo...
Bjo
beijinhos