Skin Memories

Quando o tempo se mistura nas palavras
E a acção verbal se faz sentir em pleno
Quando tudo parece (im)perfeito
E as lágrimas vão buscar o sal do meu olhar
Quando a tua mão fazia magia na minha pele
Quando me dedilhavas a alma com os teus dedos
Quando a tua boca me falava ao corpo, baixinho
Quando os meus olhos chamavam pelo profundo dos teus
Quando a música fala de nós
Quando os trajectos são bem mais importantes que o destino
Quando o passado é mais presente que o meu hoje,
E o meu hoje se faz no minuto em que te vivo.
…
Quando te chamo sem tu saberes…
Quando me respondes sem eu te ouvir…
Quando…
Tudo isto é (ainda) poesia.
E
Enquanto…
A memória da pele, não nos atraiçoar
...
......
Assim será.
(escrito, entre dois Mundos)
(imagem ?)
Comentários
Um beijo.
a suavidade de uma pele
o sabor de um beijo......
Muitos mimos
Albergam-se em nós,
Nos mais diversos recantos do ser,
Muitos dos quais,
Nem nos apercebemos,
Até que elas,
Se reavivam aos nossos sentidos,
Para nos fazerem ver,
Que estão ali,
Que estão vivas,
Que são capazes de,
Elas próprias,
Só por si,
Nos levar de novo,
Aos sentires,
Da sua própria origem.
Conservá-las,
Um autêntico saber.
Vivê-las,
Um absoluto privilégio!
Excelente Putty!
Mais um!
Beijo.
nesse momento sabemos que estamos vivos.
E que temos um hoje para partilhar, ao lado de alguém.
..Nem que seja um hoje do passado.
Gostei*
Bjo
Belíssimas e com um ritmo tão teu.
Pele, adoro esta palavra. Pele.
Já reparaste que não há palavra que soe tão bem ? Pele.
BeIjO
Memórias da pele que falam por nós...
Doce beijo
Espantosamente escrito...
É sempre um prazer ler-te!
Bj
senti cada frase intensamente,
parabens pela tua escrita maravilhosa,
um beijo,
moon
Ajuda a que se faça Justiça a Flávia. Se és um ser com sentimentos, ajuda!
Eu jamais invadirei teu blogue, garanto! Mas ajuda.
Repara bem: eu, tu, seja quem for, tem nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, ao longo de 10 anos em coma, que vida será a nossa?
Se não tivermos a solidariedade de alguém com sentimentos, que será de nós?
TEMPO SEM VENTO
Ah, maldito! Tempo,
Que me vais matando,
Com o tempo.
A mim, que não me vendi.
Se fosses como o vento,
Que vai passando,
Mas vendo,
Mostrava-te o que já vi.
Mas tu não queres ver,
Eu sei!
Contudo, vais ferindo
E remoendo,
Como quem sabe morder,
Mas ainda não acabei
Nem de ti estou fugindo,
Atrás dos que vão correndo.
Se é isso que tu queres,
Ir matando,
Escondendo e abafando,
Não fazendo como o vento:
Poder fazer e não veres
Aqueles que vais levando,
Mas a mim? Nem com o tempo!