Dúvida























Cá por dentro,

Estranha-me a pele que um dia foi minha.

E os poros já não obedecem aos gritos.

Nem o encrespar dos pêlos ao frio da noite.

Toco-me,

E sinto-te como um manto de elasticidade.




Diz-me…





Quando foi que a tua epiderme encarnou na minha?



Comentários

Brain disse…
Há vivências assim...
Que se entranham em nós,
Chegando mesmo,
A sobreporem-se,
A nós próprios.

Há vivências assim!
Sem dúvida que há!

Um Beijo meu.
Maria José disse…
Num momento sem nome nem lugar. Que acontece. E não se esquece. Nunca.
Manuela Peixoto disse…
num segundo que jamais será repetido mas que nunca será esquecido!!
Brain's Wife disse…
Não é preciso responder...Eu sei, quando, como, onde... Jamais se esquece...Pois é uma marca de vida!
Jo disse…
"Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele"
David Mourão-Ferreira

Lembrei-me disto, ao ler-te.

Beijo*
Ai e Tal... disse…
"Quando foi que a tua epiderme encarnou na minha?"

Quando deste tudo de ti...

***MUAH***
Gasolina disse…
A fusão.

Mas assim aproximam-se, colam-se, decalcam-se, tatuam-se.

Um beijo, Gata
ruth ministro disse…
"Quem foi que à tua pele conferiu esse papel de mais que tua pele ser pele da minha pele"... Não há nada que mais se encarne em nós do que a pessoa que amamos...

Beijos, querida, parabéns pelo lindo poema.
nOgS disse…
:)

'Diz-me quando foi que a tua epiderme se entranhou na minha?'

Esta frase desarmou-me.

Beijo.