Descobri que na natureza, os momentos sucedem-se e não se atropelam, transformando o nascer e o morrer de todas as coisas, numa dança bela e mágica.

E eu tento uma imitação reles e muito longínqua da perfeição da natureza.

Tento que o coração não tropece no pensamento e que as mãos não se cruzem quando devem estar receptivas para te receber.

Espero que o suspiro se mantenha pendente e que o fôlego não interrompa a tranquilidade. Mas solto o grito todos os dias.

O grito em que me grito.

Em que deixo que o meu corpo se consuma de pensamentos, de sentires e de recordações, de quando as minhas mãos se fundiam noutras mãos, quentes e macias.

E tento adivinhar-me o dia de amanhã.

A Natureza, não se adivinha. Apenas é.

E eu, não consigo contentar-me apenas com isso.


Dentro dessa magnânime perfeição, existe um nome, assim, imperfeito como o meu.

Comentários

farfalla disse…
gostei muito do texto...

e do nome do blog

eu que gosto tanto da lua n sei como nc encontrei este lado b antes ;)

_baci_

voltarei
ana disse…
E o meu também existe imperfeito...nessa magnânime perfeição...

Esta viagem por este lado da lua foi mágica...

Fica bem
Beijinho
Maria José disse…
E com tudo isto, num jogo de perfeições e falhas, admiro a sublime cumplicidade nascidas de duas realidades em busca de uma perfeição conjunta, que deixe os olhos serenamente dormirem no escuro.
Ai e Tal... disse…
A piada da vida é msmo isso... A sua perfeição, a sua organização, e a nossa ~busca de perfeição... É tudo muito mais belo porque somos imperfeitos e mortais; torna tudo muito mais intenso, como se tivessemos que apanhar e agarrar oportunidades, pois nunca mais as teremos... É tudo finito, tornando tudo infinitamente belo...

***MUAH***
ruth ministro disse…
Muito bom. Grita sempre assim.

Beijos
Gasolina disse…
Haja muita "imperfeição" dessas para te inspirar a escrever desta forma arrebatadora e crua.

Um beijo, Gata.