Depois de ti e de mim

Dilato na memória confusa e seca, as sensações do corpo esquecidas.
Tento a todo o custo soprar para bem longe este manto de pó que me faz esquecer.
A solidão é terrível…
Mas o esquecimento em mim é dilacerante.
A sua consciência crucificadora.
Não te queria perder.
Ainda que seja apenas o esquecer de algo que na realidade não sou, não fui, nem nunca serei.
O que resta depois de ti, em mim?
Não sei.
Levas-me contigo e a única coisa que fica, são os restos.
E o desperdício de nós, é somente a sombra do que sou.
Depois de nós o que resta?
Poeira de mim,
Nas Memórias de ti,
Estampadas nas paredes do que fomos.
Escrito com uma "dica" do meu amigo Senti(r)dor que está aqui ao Lado.
Para ti, um Beijo.
(foto by Natasha Lyonne)
Comentários
(tão somente e apenas isso!)
BEIJO!
“Mas o esquecimento em mim é dilacerante.
(…)
Não te queria perder.”
É mesmo esse o dilema...
Está genial!
Beijo
"Custa-me ter-te pouco. Ter-te disperso, fugidío, incostante, saber que partes de ti estão ainda em lugares passados. E eu aqui, sozinha. Embalada no frio da noite que se faz sentir. A oprimir a comoção inesperada que me consome. A tentar perceber o que resta de ti, para que eu ame e abrace."
Parabéns pelo que escreves. Obrigada por nos dares a oportunidade de o ler.
. Rita
Não penses, sente...
Não esqueces, nunca esqueces...
Nunca estás sozinha... mesmo que assim o sintas...
Beijos doces
Temos que continuar sempre a nossa caminhada, sempre com positivismo, é duro perdermos pessoas de quem gostamos por grandes insignificâncias, é duro mostrar.mos uma pessoa que nao somos nem nunca seremos.
ADORO a musica.
Um beijo Carina