Quando o reflexo te toca, o que vês

Quando a mão que procuras te alcança, o que sentes

Quando o coração te irrompe do peito e me diz, o que pretendes ouvir

Quando a comunhão de pele se faz poro a poro, qual o sentido

Quando o teu olhar profundo mergulha no meu, e substitui o objectivo das mãos, o que procuras

Quando me vês, o que te revelo

Quando me beijas, qual o gosto



Quando me tens, o que te sou?





(saído assim, de rompante)

(photo by Jamie Kelly)

Comentários

A.S. disse…
És um cálice de vento
transbordando de desejo...
És a pétala das noites desfolhadas,
onde os sonhos dormem docemente...
És a íntima raiz do tempo onde os beijos amadurecem...


Beijos meus!
AL
ruth ministro disse…
Acho que nunca chegamos a conhecer verdadeiramente a aguarela que somos nas telas pintadas pelos outros...

Uma nuvem carregada... de beijos :)
João disse…
Espectacular...tudo o que escreves é lindo e inspirador!
Obrigado!

João