Curtas 41 - Heartbeats


















Ando com o coração assim a modos que a roçar o esquisito.
Diria mesmo que está chateado, zangado, para não dizer (re)fodido e até mesmo de o ser, assim, simplesmente coração.
Apetecia-me esquecê-lo, como que despropositadamente, num lugar qualquer ali para uma terra esquecida pelo pó bem a caminho sabe-se lá de onde.
Queria mesmo perdê-lo…como quem pensa que mete a chave no bolso e afinal ela nem no bolso entrou.

Mas está difícil.

Difícil como um problema de escola, daqueles, de matemática. Vai-se a ver, em vez de achar a incógnita, criou-se mais outra. E outra. E outra. E mais outra.
Como aquele maldito molhe de chaves teimosas que teimam a entrar nos bolsos e nem a porra do forro rasgam. O meu coração insiste em manter-se no mesmo sítio e lembra-me todo o santo dia que lá está. E bate, como que se batesse no acordar dos meus sentidos.

E porquê? Perguntarão vocês…
Porque o meu coração, anda assim a modos que a roçar o esquisito.
Deixou de estar para ser.
Chateado, zangado, (re)fodido com as dores dos outros mundos.
Ando com o coração pesado, aqui do meu lado esquerdo. Aquele que eu sempre digo que é o meu melhor lado. O Esquerdo.
Aquele lado que me pesa todo para o que de melhor eu tenho.
E a sobrecarga nunca dá bom resultado. E não falo na curvatura da coluna.
Falo do entortamento cardiovascular. E no circuito do sangue que, dificilmente, daqui para a frente, voltará a ser o mesmo.










Acho que estou a precisar de um ataque cardíaco.



 (imagem retirada da net)

Comentários

ruth ministro disse…
:D Espectacular...s

Beijos
ruth ministro disse…
(aquele "s" ali perdido foi sem querer lol)
Gostei muito de seu modo de escrever,ficou um texto extremamente interessante.

O fundo musical também está show de bola...