Tempestades


















tenho tempestades dentro de mim em rodopios que me estilhaçam tudo por onde passam
relâmpagos que ferem e rasgam
tenho o frio da distância que me gela os ossos e parte a alma ao meio

aproveito a chuva e mergulho, sem ninguém mais saber, no vazio deste lugar
o lugar sem ti
o lugar das tempestades e dos mares revoltos
o lugar da tua memória, naufraga e desesperada

rajadas de pensamentos embrenham-se nos sentidos numa luta discreta e desleal
e eu não sei
eu não sei quem a vencerá
quem me vencerá

e neste momento queria dizer-te tanta coisa…

queria dizer-te da calmaria dos dias na tua presença
da paz e do calor dos teus olhos
da paixão do teu beijo

queria dizer-te tanta coisa…


mas eu embrenho-me
assim, na tempestade de mim quando grito por ti



(imagem retirada da net)



Comentários

Maria José disse…
E entranto é hora de olhar de frente quem se quer que ouça o que se tem para dizer. E deixar ir o que se diz dentro, para que chegue ao outro lado. A quem se quer que ouça.


Bom ano de 2010.



Estou de volta.
A.S. disse…
Deixa que o vento te fustigue, que a chuva te trespasse... e liberta as palavras e as emoções no meio da tempestade de um abraço terno e quente que ansiosamente espera por ti!


Beijos...
AL
escrita de luz disse…
também eu já vivi com tantas tempestades...agora habita em mim a calmaria, que faz dos meus dias momentos doces e com muita luz!
Belo poema este!
A.S. disse…
Putty... amanhã vai ser pior! Vem aí temperaturas negativas para a nossa Invicta!

Voltei a ler o teu poema... senti ainda mais emoções...

Beijos!
AL
ruth ministro disse…
Uau...

E tenho dito.

Beijos