De vez em quando



















de vez em quando dói-me tudo
dói-me o frio do Inverno e a réstia do sol da tarde
dói-me a chuva e dói-me o vento
dói-me as gargalhadas estridentes
os choros magoados
dói-me o olhar desesperado de tanta gente
e a voz embargada de quem trago cá dentro
dói-me a música, o amor
a solidão e o prazer
dói-me o silêncio do sangue
e a vontade de viver
tudo isto e muito mais
dói-me de tanto me doer

há dias em que me dói tudo
até ao último fio de alma



(imagem retirada da net) 



Comentários

@bia_fina disse…
adoreei, você escreve muito bem, já firei fã *-*
estrelastico disse…
A cada noite que passa... sentes, vives e escreves de uma forma tão profunda como o arrepio que sinto na minha pele sempre que te leio!

um beijo* estrelastico
ruth ministro disse…
Mas são dias assim que inspiram palavras lindas como estas...

(gosto muito deste apontamento musical)
A.S. disse…
Putty...

Há um paraíso no fundo dos teus olhos! Deixa que eles sorriam, e sentirás uma doce brisa beijar-te as pálpebras...
Passou a dor!!!


Beijos...
AL