(In)existir
Há dias assim. Dias apenas. Em que só existimos na pequena dimensão de inexistência. No escuro lado do esquecimento. O lado que tão bem nos conhece, numa fragilidade de ser. Ou num rasgo de luz, talvez. Na claridade que a sombra não consegue acompanhar. Em contra mão. Como se possível fosse passar entre os pingos do mundo, num dia de tempestade interior. De simplesmente ser na invisibilidade. Não sendo nada em lado nenhum.
(In)existir.

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