Existe este tipo de guerra entre nós, em que te aponto o silêncio e mato o ruído à nossa volta, e tu desferes-me com a indiferença de uma vida. Já não tenho como me proteger. Nem mesmo como te (nos) salvar. Gostava que te rendesses como no início, em que tudo era tão (quase) perfeito. Em que eu me sentia a mulher mais amada do mundo e pensava na sorte que eu tinha e outras não. Mas nem armas tenho comigo. Se queres que te diga, até as oferecia, se as tivesse e se tu as pedisses. E hoje, olho para as outras de soslaio e penso se elas, agora, pensarão o mesmo de mim. E vejo-me igual a tantas, perdidas numa tristeza recolhida, como se o sonho se tivesse partido a meio do caminho, sem saber muito bem quando e muito menos o porquê. (…e o teu, quando foi que se partiu ? Quando foi que começou a rachar sem que tu desses conta ?...) E gostava de saber a razão da tua declaração de guerra, quando à partida, eu sei que não a posso ganhar. E pior do que isso, tu também o sabes. E mesmo...