Duas peles se sobrepõem Uma que te cobre e é corpo teu, E outra, a minha, Que levaste e que te veste. Uma e outra se confundem Uma e outra são só uma, E pelos teus poros exalas Odores que são os meus. ...
Retribuo a bonita visita, direito a cartão e tudo! Excelente escolha, um dos meus favoritos contemporâneos. ...é bom saber que alguém (também)sente inquietação. Beijo.
"Veio uma onda. A varrer o meu sono. Caminhava nele como caminho na areia. Nada me une ou divide. Nada me retém. Sentas-te onde me sento no teu colo e peço sempre a mesma história. A tua voz cria as memórias que hei-de ter. Por agora caminho ao longo das gaivotas e grito como elas quando a maré baixa. Às vezes apoio-me num rochedo para dizer "casa" e logo desmorono. Sigo descalça como tu para dizer "seguimos". Mas são apenas sons sob o sol de Maio. Murmúrios do que não serei. Sempre tive problemas com o verbo ser. Faço e desfaço as malas, entro e saio das gavetas. Pausa na camisa que vestiste da última vez. Uma vontade de a amarrotar, desapertar os botões e sentir lá dentro a tua pele cá fora. Tudo isto é tão verdade como podem ser os botôes de uma camisa escrita. Confesso que não pensei na cor, ou se era às riscas. Agora acho que podia ser a de quadrados. Em qualquer delas a tua pele entra na minha."
Comentários
Um terno beijo!
Duas peles se sobrepõem
Uma que te cobre e é corpo teu,
E outra, a minha,
Que levaste e que te veste.
Uma e outra se confundem
Uma e outra são só uma,
E pelos teus poros exalas
Odores que são os meus.
...
Por “Encandeste” in Blog “Erotismo na Cidade”
Lindo!
Beijo.
Excelente escolha, um dos meus favoritos contemporâneos.
...é bom saber que alguém (também)sente inquietação.
Beijo.
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Deixa-me que te diga que cada vez gosto mais das tuas palavras.. dos teus sentires!
Abraço desassossegado para ti **
"Veio uma onda. A varrer o meu sono.
Caminhava nele como caminho na areia.
Nada me une ou divide. Nada me retém.
Sentas-te onde me sento no teu colo
e peço sempre a mesma história. A tua voz cria as memórias que hei-de ter. Por agora caminho ao longo das gaivotas e grito como elas
quando a maré baixa. Às vezes apoio-me num rochedo
para dizer "casa" e logo desmorono. Sigo descalça
como tu para dizer "seguimos". Mas são apenas sons sob o sol de Maio. Murmúrios do que não serei.
Sempre tive problemas com o verbo ser. Faço e desfaço as malas, entro e saio das gavetas.
Pausa na camisa que vestiste da última vez.
Uma vontade de a amarrotar, desapertar os botões
e sentir lá dentro a tua pele cá fora.
Tudo isto é tão verdade como podem ser os botôes
de uma camisa escrita. Confesso que não pensei na cor,
ou se era às riscas. Agora acho que podia ser a de quadrados.
Em qualquer delas a tua pele entra na minha."
Rosa Branco
Beijos
vou guardar ;)
um beijo
Beijinhos :)
O desejo, o amor, a paixão... tornam tudo uno!
Pelo que vi no teu blog, és de facto nua e crua! As tuas palavras revelam, não dissimulam.
Um beijinho grande.