Ao Longe

Ao longe, ao longe,
Bate o pensamento na distância dos quilómetros.
E ao longe, ao longe, muito longe,
Cada vez mais longe,
O relógio torna-se cúmplice da ausência.
E nas margens da solidão,
Atropelam-se as memórias,
Dos beijos e dos abraços apertados.
De um querer ir e ficar,
De um não querer largar.
Dizes-me para olhar o céu,
E que lá te encontrarei.
E descubro que é mesmo verdade.
Que ao olhar o céu,
Nas minhas noites,
A tua presença em mim,
É sentida ao máximo.
Que não é mera poesia, o que dizes.
Que não é mera poesia, o que sinto,
Quando digo,
Que é lá que te encontro,
Quase que materializado naquela luz,
Naquele negro de céu que tanto amo.
E tu ao longe, longe, bem longe
Vais deixando mensagens,
E dizes que não me esqueces.
E eu,
Só te posso devolver as minhas palavras.
Estas, e as que construo no meu silêncio,
Ao mesmo tempo que te devolvo um sorriso,
E lanço um punhado de beijos na tua direcção.
Olha o céu.
Tens lá uma nova mensagem.
Mas nada que para ti,
Seja novidade.
Comentários
Torna-se Perto,
Na confluência dos sentires,
Fazendo com que a ausência dos corpos,
Seja secundária,
Para a União plena.
Excelente Putty!
Beijo.
Beijo meu
Beijo cúmplice e silencioso de gata!
Sabe sempre bem.
Beijo suave
Assim, vocês a transpuseram, com o céu por janela...
Bonitas palavras em flor!
Beijinhos e boa semana :)
Voltarei
Sailing
Beijo Putty!
Adoro ler-te.
Bj
Linda!
muitos mimos