O Poeta não é um fingidor...
Tiveste vida de poeta.
Curta. Dorida. Calejada. Sentida e transcrita.
Como só os verdadeiros poetas conhecem, sentem e sabem descrever.
Daquelas vidas que reproduzem na perfeição, cada sílaba, cada palavra e cada vírgula que deixaste para nós.
Hoje fazias anos. Já nem sei bem quantos. Apenas sei que já eram muitos.
E muitos que tu não viveste, excepto o facto de tudo teres vivido nas palavras, na música do teu violino e na dor de pesadas ausências.
E essa viveste-a na exaustão. Até que o limite do cansaço deixou de te fazer sentido.
Hoje fazias anos.
Para além dos que te sentem e recordam sempre, apenas por dentro, hoje eu escrevo-te.
À Memória do meu Avô poeta, Abílio Branco
Que hoje fazia anos
Já não sei bem quantos
Mas sei que eram muitos.
2009, Outubro 2.

Comentários
Poesias,
Escritos...
São intemporais,
E por isso (também) compreendo MUITO BEM este teu gesto.
Um Abraço em vós.