Tempestades
tenho tempestades dentro de mim em rodopios que me estilhaçam tudo por onde passam
relâmpagos que ferem e rasgam
tenho o frio da distância que me gela os ossos e parte a alma ao meio
aproveito a chuva e mergulho, sem ninguém mais saber, no vazio deste lugar
o lugar sem ti
o lugar das tempestades e dos mares revoltos
o lugar da tua memória, naufraga e desesperada
rajadas de pensamentos embrenham-se nos sentidos numa luta discreta e desleal
e eu não sei
eu não sei quem a vencerá
quem me vencerá
e neste momento queria dizer-te tanta coisa…
queria dizer-te da calmaria dos dias na tua presença
da paz e do calor dos teus olhos
da paixão do teu beijo
queria dizer-te tanta coisa…
mas eu embrenho-me
assim, na tempestade de mim quando grito por ti
(imagem retirada da net)

Comentários
Bom ano de 2010.
Estou de volta.
Beijos...
AL
Belo poema este!
Voltei a ler o teu poema... senti ainda mais emoções...
Beijos!
AL
E tenho dito.
Beijos