Matando sem morrer
















engulo a língua, a boca, os olhos e ouvidos
meto as mãos pelo avesso dos forros,
mergulho pernas e braços esquecidos
mordo e mastigo-me, até deixar de doer
perco as palavras, os sons, o tacto, sentidos
até finalmente conseguir esquecer
recolho-me por inteiro deste lado de dentro
enquanto por fora, devagarinho
vou-me lentamente matando sem morrer

Comentários

Karina Lerner disse…
igual ao tempo, q nos mata lentamente até nos matar de vez.

gostei da dua escrita.

k.
Isa Maria disse…
tantas vezes nos vamos matando sem morrermos ..
Gostei destas palavras.