Matando sem morrer
engulo a língua, a boca, os olhos e ouvidos
meto as mãos pelo avesso dos forros,
mergulho pernas e braços esquecidos
mordo e mastigo-me, até deixar de doer
perco as palavras, os sons, o tacto, sentidos
até finalmente conseguir esquecer
recolho-me por inteiro deste lado de dentro
enquanto por fora, devagarinho
vou-me lentamente matando sem morrer

Comentários
gostei da dua escrita.
k.
Gostei destas palavras.