Silêncio!
Shuuuuuuuuuuh…
Silêncio!
Não digas nada.
Hoje não te quero ouvir.
Apenas quero sentir
O ruidoso barulho dos pensamentos da minha inconsciência
Bem em surdina,
Bem sussurrado,
Bem gritante.
Aqueles que ninguém me conhece e que eu recordo em loop.
Shuuuuuuuuuh…
Não digas nada.
Se quiseres, vem comigo.
Ouçamos os dois o ensurdecedor ruído
Do não querer sentir,
Do não querer ver,
Do não querer fazer.
Apenas querer desejar
O profundo,
O desencontrado,
O inimaginável.
Shuuuuuuuuuh…
Se quiseres,
Estou à tua espera na passagem do silêncio,
Aquela que fica
Algures
Entre o Tudo e o Nada
O Principio e o Fim
O Chão firme e o Desfiladeiro.
E se quiseres vir,
Não digas nada.
Hoje não te quero ouvir.
Comentários
:o
Mas que não dure muito tempo, se não este amigo silêncio, torna-se no nosso pior inimigo, transformando-se em solidão e tristeza.
Bom post.