Apenas isto
Quando não há nada a dizer
Quando as palavras encravam na garganta
Quando as lágrimas não se soltam
Quando o grito se contém
Quando a vontade de fugir é adiada
Quando o espelho nos devolve apenas a solidão de um rosto
Quando tudo parece desencontrado
Quando o chão nos apela o olhar
E o céu se esquece de nós
Quando tudo parece estar perdido
Ou tudo está por descobrir
Ou tudo está ainda por viver.
Quando o silêncio nos devolve apenas…mais silêncio.
Quando as imagens nos retratam sem legendas
Quando te encontras contigo próprio
Quando consomes os teus demónios
E quando os anjos merecem morrer
É apenas isto.
Apenas isto.
Embrenho-me.
Escrito ao som de System of a Down
Comentários
Beijinhos
Li o que me escreveste ontém e compreendi a diferença entre um estado e outro.
Putty, que o chão fique longe do teu olhar!
Gosto de te ver brilhar, e tu brilhas pelas palavras, não nestas, mas noutras tantas, em quase todas as que escreves.
Um abraço bem apertado.
Á uma iniciativa da Animal, que visa alterar a legislação no que diz respeito à protecção dos animais.
Eu tenho um link no cabeçalho do Blog
Vai ver e assina se concordares e já agora divulga por favor
Obrigado
Não te percas!
Marca o caminho para voltares!
Beijo.
Um beijo
gosto em ler-te...
É por dentro de cada um de nós que as palavras estremecem outra vez
Porque tudo é mar, sangue e canção
De nos andarmos a procurar, talvez
Beijinho.
Beijo de regresso
um abraço apertado, quase a esmagar-te, mereces o meu maior respeito.
palavras para uma imagem igualmente bela.
beijo
*
jocares
É o que de melhor, de mais puro devemos fazer, nem todos o conseguimos, e os que conseguem nem sempre o fazem...
Gostava de o conseguir fazer sempre e não difamar a vida, o mundo e a mim própria, como algumas vezes faço...
Beijinhos :)
Viver é isso mesmo, sentimentos opostos que nos obrigam a lutar e a crescer.
Adorei o que escreves.
Mimos p/ti
Gostei.
ZezinhoMota
Quando a luz pálida das lâmpadas se torna azulada,
Quando para onde quer que olhes a porta está fechada,
Quando a nossa própria sombra sente que é mal tratada,
Quando os comprimidos são móbil de solução dissipada,
Quando o sangue do lençol mancha o sofá dos pais,
Quando a dona aristocrática deixou em casa os sais,
Quando o primogénito tem uma almofada amarrotada na sua boca,
Quando os tronituantes faróis vociferam por um pouco de sopa,
Quando as indignadas rosas apodrecem humilhadas num elevador,
Quando contemplas os extremos pelo maníaco e notívago calor,
Quando a herética notícia é recebida com murcha indignidade,
Quando escondido em vácuo atroz se solta a impaciente ferocidade.
Sentes um arrepio na base da nuca?
Sentes a atracção repulsiva dos beijos duma puta?
Sentes a azia de vidros estilhaçados na garganta?
Sentes a ira contra o poder e a glória que não adianta?
Sentes o frio no intestino duma navalha?
Sentes o sucedâneo pouco original duma mortalha?
Não tenhas medo
És apenas tu mesmo ou
Os eus que estão dentro de ti!
(sem esperança não há medo)
2001
in sem-nome & mal-dito
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