Espelho D’Água

Este Espelho, torna-nos disformes,
Em reflexos ridículos.
Ao sabor do vento forte, que vai e vem,
A água ondula como se tivesse vida própria.
Sem vontade,
Sem vida,
Sem gosto,
Sem sonhos de outrora.
Esquecemos os olhares,
Nítidos como as águas calmas,
Agora, afogados neles próprios.
Reflexos malditos
Que não gostamos de ver,
Nem de tocar,
Que nos distorce até à alma,
Por momentos, inexistente.
Aparição irreconhecível,
Desnudada de Alma.
É apenas alguém estranho,
Que vemos do lado de lá.
Conheces?
Eu não reconheço, este alguém.

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