Gosto
Gosto de viajar por entre os sonhos, pintados a aguarela, quando me sinto livre, nesta pista.
Gosto de dançar ao ritmo louco das sensações e das batidas estridentes do coração.
Fecho os olhos, e toda eu sou música que explode contra quatro paredes.
Elevo-me até onde o meu corpo não me consegue alcançar, e poucos há que me acompanhem.
Exorcizo-me sempre que posso e se pudesse, era todas as noites.
A noite tem em mim um efeito libertador. É uma simbiose perfeita. Sou dela e ela está em mim, com batidas cardíacas fortes e uma sensação inexplicável como que um animal selvagem quisesse saltar cá para fora.
Despeço-me da rotina e expulso todos os meus demónios, um a um, e deixo a noite fluir-me nas veias.
Esqueço quem sou, esqueço do mundo lá fora. Deixo as contrariedades do lado de lá, da matéria e da razão e sou apenas energia pura, que abre passagem por entre a carne, fraca demais para albergar tantas sensações.
Domino o corpo ao sabor do meu espírito e ele obedece, porque não há maneira de fugir. O corpo deixa de o ser e transforma-se num instrumento das vontades loucas que giram em torno de mim, à medida que rodopio sobre os meus pés que parecem ter vida própria.
Que bela liberdade, esta!
Gosto de dançar ao ritmo louco das sensações e das batidas estridentes do coração.
Fecho os olhos, e toda eu sou música que explode contra quatro paredes.
Elevo-me até onde o meu corpo não me consegue alcançar, e poucos há que me acompanhem.
Exorcizo-me sempre que posso e se pudesse, era todas as noites.
A noite tem em mim um efeito libertador. É uma simbiose perfeita. Sou dela e ela está em mim, com batidas cardíacas fortes e uma sensação inexplicável como que um animal selvagem quisesse saltar cá para fora.
Despeço-me da rotina e expulso todos os meus demónios, um a um, e deixo a noite fluir-me nas veias.
Esqueço quem sou, esqueço do mundo lá fora. Deixo as contrariedades do lado de lá, da matéria e da razão e sou apenas energia pura, que abre passagem por entre a carne, fraca demais para albergar tantas sensações.
Domino o corpo ao sabor do meu espírito e ele obedece, porque não há maneira de fugir. O corpo deixa de o ser e transforma-se num instrumento das vontades loucas que giram em torno de mim, à medida que rodopio sobre os meus pés que parecem ter vida própria.
Que bela liberdade, esta!
Comentários