Naveguei...

Naveguei pelos teus dedos e bailei ao som dos arrepios.

Naveguei pelos teus dedos que me percorrem o corpo e me afagam a alma.

Naveguei pelas tuas mãos ásperas da vida e de toque tão suave que me fazem perder as palavras na suavidade do momento.

Estremeço quando os teus dedos, cuja magia que comportam e desconheço, tocam na minha pele e, quase não os sentindo, sinto tanto e com tanta intensidade, na alma.

Os teus dedos, discretos como o amanhecer, fazem voar os sentidos e aliviar os tormentos.

O entrelaçar dos teus dedos nos meus fazem vibrar no peito tantas sensações.
As tuas mãos nas minhas mãos, transformadas em conchas de céu e estrelas, transportam um amor sem tempo sem receios.

Naveguei em ti, em mar revolto de tempestades, com medo de me perder, mas encontraste-me, e pequenina fizeste-me crescer em ti e em mim e em nós.

Agora sou grande porque grande é o meu amor por ti e grande é a certeza que pretendo continuar a navegar, aos som do toque de chuva dos teus dedos e ao som das batidas calmas e uníssonas dos nossos corações, transformado num só.

Agora, navegamos juntos, ao sabor de brisas pacificadoras.

Comentários

Anónimo disse…
Do melhor que já li de ti.
Continua a navegar na calmaria, e se um dia te cruzares com uma tempestade, lembra-te que ela, é, em si própria, passageira.