Homenagem
Tenho uma reclamação a fazer-te.
Partiste cedo demais para um lugar inacessível aos mortais. Mas falo-te como se te conhecesse ou se estivesses aqui, bem perto de mim. Falo-te no mundo dos sonhos, no mundo da luz como no teu nome.
Conheço-te por fotografias e pela boca daqueles que tiveram o privilégio de um dia cruzar a tua vida.
Guardo a tua imagem na minha carteira, numa das muitas fotografias que tenho tuas, porque gosto de ver o tu sorriso. Parecias-me feliz.
Sei que gostas de dançar, tal como eu, se calhar, por força do sangue que nos une.
Não te conheço, mas sinto aqui, dentro de peito, uma força invisível que me diz o contrário.
Conheço-te nas lágrimas de quem te recorda, reconheço-te nos traços de outras pessoas, conheço-te em mim, porque também me pertences e sinto-me orgulhosa em ter um pedacinho de ti, por imperceptível que seja.
Gosto de pensar que tu ouves-me, ao longe, nesse lugar longínquo e sem nome onde de certeza és feliz. Gosto de pensar assim. Que estás feliz.
Gosto de te recordar nas poucas coisas tuas e que agora são minhas, coisas simples, mas para mim de uma preciosidade sem par.
Emociono-me quando penso em ti, porque no fundo sinto-te perto, como se estivesses ao meu lado, sopras-me ao coração e eu sinto o teu calor que me é familiar mesmo sem o ser.
Gosto de te chamar pelo nome, como se estivesses aqui, em carne e osso. És real. És de verdade, não na pratica, mas no meu coração. És a única que tem direito a sê-lo, porque és a única que o merece.
Gostava de um dia ter a certeza que olhas por mim, aí de cima ou seja de onde for. Que és o meu anjo zelador, que me protege dos perigos da vida, que me vela o sono e que me ajuda nas decisões difíceis.
Gostava de saber mais, muito mais a teu respeito, mas a tua lembrança desperta recordações e sofrimento de outros que não quero ver chorar.
Às vezes penso que se tu estivesses aqui, a minha vida seria tão diferente.
Gostava de ter sentido o Amor que terias para me dar, do tamanho do alcance dos teus braços, repletos de conforto e carinho. Gostava de ter sentido os teus beijos, as tuas mãos a afagarem-me o cabelo, os teus braços de Avó bem abertos, para me abraçarem.
Sinto no fundo da alma, uma grande tristeza, por nunca ter provado das tuas palavras, por nunca ter ouvido o som da tua voz, por nunca ter sentido o Amor dessa 2ª mãe que dizem ser as Avós, por nunca ter acatado os teus sábios conselhos que só uma avó sabe dar.
Lamento que outras, que tiveram todas as oportunidades do mundo para o serem, me reneguem esse desejo de saber o que é ter uma Avó de verdade.
Mas, relembrando o que um amigo me disse uma vez: A família, é um laço imposto, não conquistado! E é verdade. Mas tu, mesmo nesse lugar longínquo conquistaste-o para sempre.
Serás para sempre a minha Avó.
Talvez nos encontremos um dia. Talvez um dia.
Partiste cedo demais para um lugar inacessível aos mortais. Mas falo-te como se te conhecesse ou se estivesses aqui, bem perto de mim. Falo-te no mundo dos sonhos, no mundo da luz como no teu nome.
Conheço-te por fotografias e pela boca daqueles que tiveram o privilégio de um dia cruzar a tua vida.
Guardo a tua imagem na minha carteira, numa das muitas fotografias que tenho tuas, porque gosto de ver o tu sorriso. Parecias-me feliz.
Sei que gostas de dançar, tal como eu, se calhar, por força do sangue que nos une.
Não te conheço, mas sinto aqui, dentro de peito, uma força invisível que me diz o contrário.
Conheço-te nas lágrimas de quem te recorda, reconheço-te nos traços de outras pessoas, conheço-te em mim, porque também me pertences e sinto-me orgulhosa em ter um pedacinho de ti, por imperceptível que seja.
Gosto de pensar que tu ouves-me, ao longe, nesse lugar longínquo e sem nome onde de certeza és feliz. Gosto de pensar assim. Que estás feliz.
Gosto de te recordar nas poucas coisas tuas e que agora são minhas, coisas simples, mas para mim de uma preciosidade sem par.
Emociono-me quando penso em ti, porque no fundo sinto-te perto, como se estivesses ao meu lado, sopras-me ao coração e eu sinto o teu calor que me é familiar mesmo sem o ser.
Gosto de te chamar pelo nome, como se estivesses aqui, em carne e osso. És real. És de verdade, não na pratica, mas no meu coração. És a única que tem direito a sê-lo, porque és a única que o merece.
Gostava de um dia ter a certeza que olhas por mim, aí de cima ou seja de onde for. Que és o meu anjo zelador, que me protege dos perigos da vida, que me vela o sono e que me ajuda nas decisões difíceis.
Gostava de saber mais, muito mais a teu respeito, mas a tua lembrança desperta recordações e sofrimento de outros que não quero ver chorar.
Às vezes penso que se tu estivesses aqui, a minha vida seria tão diferente.
Gostava de ter sentido o Amor que terias para me dar, do tamanho do alcance dos teus braços, repletos de conforto e carinho. Gostava de ter sentido os teus beijos, as tuas mãos a afagarem-me o cabelo, os teus braços de Avó bem abertos, para me abraçarem.
Sinto no fundo da alma, uma grande tristeza, por nunca ter provado das tuas palavras, por nunca ter ouvido o som da tua voz, por nunca ter sentido o Amor dessa 2ª mãe que dizem ser as Avós, por nunca ter acatado os teus sábios conselhos que só uma avó sabe dar.
Lamento que outras, que tiveram todas as oportunidades do mundo para o serem, me reneguem esse desejo de saber o que é ter uma Avó de verdade.
Mas, relembrando o que um amigo me disse uma vez: A família, é um laço imposto, não conquistado! E é verdade. Mas tu, mesmo nesse lugar longínquo conquistaste-o para sempre.
Serás para sempre a minha Avó.
Talvez nos encontremos um dia. Talvez um dia.
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