Sou mais alguém no Universo...
Sou mais alguém no Universo,
Á procura de respostas.
Mas quanto mais procuro, mais me perco.
E quanto mais me tento compreender, mais confusa fico.
Porque “Todos os dias anoiteço em lugar incerto de mim”.
Em labirintos de alma e de vontades incertas não sei bem de quê.
Tenho sede e fome da descoberta.
Descoberta de mim e dos outros.
Descoberta de um novo mundo.
Mas, ainda não consigo chegar lá,
Porque “lá”, é muito longe.
É labiríntico, é sinuoso.
E é onde eu não sei como “lá” chegar.
E gostava que alguém,
Que já de lá tenha vindo,
Me pagasse pela mão,
E que me fizesse um mapa, mesmo que em rascunho,
Mas que pelo menos servisse de orientação.
“O caminho é por ali!”
E aí, sim, faria as malas
E partiria para esse tal desejado lugar,
Incerto e decerto que obscuro.
Sinto-me como um mapa interior negro.
Sem linhas, sem caminhos e sem direcções.
E por isso permaneço à deriva
Num Mar a que chamam de Vida,
E cujo tão afamado dom,
Eu não conheço em mim,
Mas apenas nos outros.
E que me perdoe a Natureza,
Por esta minha “quase” ingratidão.
Mas, não me engano,
Embora talvez engane os outros,
Com as minhas “determinações temporárias”.
Por isso, permaneço,
Dentro de mim,
Num bote de borracha, de robusta aparência,
Mas tão frágil como as minhas certezas.
Tão incerto como o meu caminho.
Espero que não me falhe.
Até lá, continua Noite Escura.

2007, Janeiro 04
Á procura de respostas.
Mas quanto mais procuro, mais me perco.
E quanto mais me tento compreender, mais confusa fico.
Porque “Todos os dias anoiteço em lugar incerto de mim”.
Em labirintos de alma e de vontades incertas não sei bem de quê.
Tenho sede e fome da descoberta.
Descoberta de mim e dos outros.
Descoberta de um novo mundo.
Mas, ainda não consigo chegar lá,
Porque “lá”, é muito longe.
É labiríntico, é sinuoso.
E é onde eu não sei como “lá” chegar.
E gostava que alguém,
Que já de lá tenha vindo,
Me pagasse pela mão,
E que me fizesse um mapa, mesmo que em rascunho,
Mas que pelo menos servisse de orientação.
“O caminho é por ali!”
E aí, sim, faria as malas
E partiria para esse tal desejado lugar,
Incerto e decerto que obscuro.
Sinto-me como um mapa interior negro.
Sem linhas, sem caminhos e sem direcções.
E por isso permaneço à deriva
Num Mar a que chamam de Vida,
E cujo tão afamado dom,
Eu não conheço em mim,
Mas apenas nos outros.
E que me perdoe a Natureza,
Por esta minha “quase” ingratidão.
Mas, não me engano,
Embora talvez engane os outros,
Com as minhas “determinações temporárias”.
Por isso, permaneço,
Dentro de mim,
Num bote de borracha, de robusta aparência,
Mas tão frágil como as minhas certezas.
Tão incerto como o meu caminho.
Espero que não me falhe.
Até lá, continua Noite Escura.

2007, Janeiro 04
Comentários
“Todos os dias anoiteço em lugar incerto de mim”
A verdadeira questão, não será o onde se adormece, mas sim, onde se acorda. E isso, é para ti neste momento, já uma certeza, pois acordas diariamente ao lado de alguém com quem delineaste um projecto de vida e cujos sentimentos por ti, estão ao nível dos melhores que poderás na vida encontrar.
“…E gostava que alguém, Que já de lá tenha vindo…”
Para esse “lá”, nunca encontrarás ninguém a voltar, pois esse “lá” é diferente para cada um de nós.
Define bem as tuas perguntas, encaixa nelas as respostas que já encontraste e verás, que no teu mapa, começarão a surgir bem claras, todas as linhas orientadoras. Com elas, segue o teu caminho e durante a viagem, vai recolhendo todos os “pauzinhos” que te aparecerem, por mais insignificantes que te possam parecer, e segue o exemplo dos pássaros, que assim constroem os seus ninhos, e assim, conseguirás reforçar o teu bote, assim, conseguirás um bote de borracha por fora, mas robusto por dentro.
E para finalizar, o “tão afamado dom, que não reconheces em ti” está bem patente quer neste teu post, quer neste teu belo projecto, que dá pelo nome “Palavras em Flor”.
Beijo.
Como é que alguém que há muito pouco tempo, começou uma nova vida, uma vida a dois, que pressupõe uma série de descobertas, nomeadamente nossas e do outro, pois uma vida a dois é sempre diferente de uma vida a um, pode estar tão "sem saber como chegar lá"?
Penso que talvez o caminho esteja demasiado à tua frente, demasiado óbvio, tão óbvio que o não consegues ver. Por vezes é tão simples fazermos o nosso próprio mapa, para seguirmos o nosso caminho, rumo a um destino, que será "o nosso encontro".
Talvez quem sabe, seja tão fácil lá chegar, basta darmos importância ao que temos, ao que vivemos agora, pois não existem muitos momentos verdadeiramente importantes na nossa vida, aqueles que definitivamente fazem a diferença. Por isso, quando estamos a passar por um (para mim o casamento é sem dúvida um desses momentos, mesmo que passados alguns anos possa se tornar em algo diferente, mas será sempre um momentos especial), há que vivê-lo em toda a sua amplitude:
AMAR, criar objectivos de vida, descobrir o outro, descobrir como é bom viver a dois, descobrir o que pode fazer o outro feliz, dar e receber, viver, viver, viver...sempre como se hoje fosse o primeiro dia do resto das nossas vidas.
Decerto que não compartilhas da minha "intimidade", mas agradeço-te a tua mensagem.
No entanto esclareço-te o seguinte: eu sou como uma manta de retalhos, em que cada retalho está afecto a uma parte da minha vida.
O retalho sentimental, afectivo está bem colorido e cosido com linhas bem fortes e inquebráveis.
No entanto, a minha manta também tem retalhos em falta, outros por descobrir e outros ainda sem cor.
E é isso que eu procuro.
Por isso, pergunto-te: gozarás tu uma felicidade PLENA com uma manta incompleta?
Volta qdo quiseres.
Não compartilho da tua "intimidade". Sou apenas alguém que vém lendo com alguma frequência o que escreves. E já agora deixa que te diga, que o fazes muito bem. Tens um dom, que muitos gostariam de ter, mas não o têm. Este dom certamente será também um dos retalhos da tua manta. Se o sentimental está bem, qual ou quais os retalhos que te faltam? Pelo que me parece o da amizade também estará bem, pois tens aqui alguns amigos e bons, que "passeiam" por cá. Será o material, o profissional, e será que são tão relevantes assim, para transformarem a tua vida numa "Noite Escura"?
Em resposta à tua pergunta, a Felicidade nunca é plena e a nossa Manta nunca está completa, por isso é que dá gozo viver.
Mas existem vectores importantes que permitem definir o que andas aqui a fazer, para onde vais, e sobretudo para onde queres ir.
Eu tenho muitas dúvidas em relação a mim e mais do que aos outros.
E aí é que reside o cerne da questão.
E isto não são meras questões "existênciais" nem "filosóficas".
É o que eu sinto. É o que não conheço de mim.
E não existe ninguém que me possa dar as respostas que eu quero a não ser eu mesma.
Disse isto um amigo e aceito-o como verdade incontestável.
Posso ter ajuda, claro, mas as respostas estão unica e exclusivamente em mim.
Obrigada pelo diálogo!
Beijo
Escolhemos o que fazer e como fazer,
no nosso trabalho e na vida.
Escolhemos os nossos pensamentos,
se eles serão positivos, levando-nos a vencer
ou se serão negativos, levando-nos ao fracasso.
Escolhemos as nossas palavras,
se elas serão carinhosas,
tocando os corações das pessoas
ou se serão cortantes, ferindo e magoando.
Escolhemos a quem amar, e se esse amor será
egocêntrico ou incondicional.
O importante é fazer caminho.
Termino com um pensamento budista:
“A montanha é a montanha e o caminho o mesmo de sempre. O que realmente mudou foi o meu coração.”